Advogado de Diogo 305 foi preso durante operação que interditou Camarote 305
A Polícia Civil prendeu em flagrante o advogado do rifeiro Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305
Por Bruna Castelo Branco.
A Polícia Civil prendeu em flagrante o advogado do rifeiro Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, durante o cumprimento de mandados da Operação Falsas Promessas 3, que resultou na interdição do Camarote 305 na véspera da abertura do Carnaval de Salvador. O proprietário do espaço já havia sido preso na quarta-feira (11). As duas prisões foram convertidas em preventivas.
De acordo com a polícia, o advogado também foi alvo de busca e apreensão após tentar acessar remotamente um celular apreendido durante a operação. Ele foi autuado por tentativa de obstrução da investigação.
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O Camarote 305 é apontado como um dos meios utilizados por um grupo suspeito de lavar dinheiro proveniente da exploração ilegal de rifas na internet. Desde sábado (14), o espaço passou a ser utilizado pela polícia como ponto estratégico de observação da folia no Circuito Dodô (Barra-Ondina).
Segundo o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), o camarote estava registrado em nome do advogado do investigado. O empreendimento, assim como outras empresas consideradas de fachada, seria utilizado para lavar recursos obtidos com a venda de rifas online.

Apreensões
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na quarta-feira (11), realizado por equipes do Draco com apoio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Serviço Aeropolicial (Saer), em um dos imóveis do investigado, foram apreendidos:
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Quase R$ 130 mil em espécie;
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Dez veículos, entre eles uma Lamborghini avaliada em R$ 2,5 milhões;
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Duas Toyota SW4 blindadas, equipadas com estrobos e sirenes;
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Duas bicicletas elétricas;
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Uma pistola 9 mm;
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Cerca de mil munições de calibres 5.56 e 9 mm;
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Cinco carregadores de fuzil;
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Uma scooter subaquática;
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Cinco caixas de som tipo boombox;
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15 caixas de uísque 21 anos;
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Quatro caixas de iPhones 17;
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Cinco caixas de PlayStation lacradas;
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Um avião avaliado em mais de R$ 10 milhões, apreendido em um hangar durante a operação.
A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão contra outros 13 investigados nas cidades de Feira de Santana, São Bernardo do Campo, São Paulo, Salvador e Camaçari, além de bloquear aproximadamente R$ 125 milhões dos integrantes do grupo.
Nas redes sociais, Diogo divulgava rifas com valores baixos e prêmios que poderiam chegar a R$ 200 mil. Segundo as investigações, o custo reduzido atrairia grande número de participantes e dificultaria o rastreamento do dinheiro, o que pode indicar a atuação de organização criminosa.
A polícia também apura possível ligação dos recursos com o tráfico de drogas, e busca esclarecer ainda se os prêmios anunciados eram efetivamente entregues aos vencedores ou se havia outras irregularidades no esquema.

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