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Brigada K9 denuncia retirada de cães e cobra respostas sobre abrigo na Bahia; entenda

Brigada K9 afirma que animais estão confinados há mais de um mês após retirada de antigo espaço e cobra providências das autoridades

Por Dinaldo dos Santos.

A Brigada K9, instituição de utilidade pública que atua há 25 anos no resgate, tratamento e encaminhamento para adoção de cães vítimas de maus-tratos, denunciou uma série de problemas envolvendo a retirada dos animais de um terreno utilizado pela entidade na Bahia.

Segundo a instituição, os cães estão há mais de um mês confinados em uma nova estrutura e sem acesso do responsável pelos animais. O Ministério Público foi procurado para se manifestar sobre o caso, mas ainda não houve retorno.

As acusações foram divulgadas pela atriz Paula Burlamaqui, em vídeo publicado nas redes sociais, e pela própria entidade. O Ministério Público foi procurado para se manifestar sobre o caso, mas ainda não houve retorno.

Segundo Burlamaqui, a instituição, comandada por França, atua há 25 anos no resgate e na recuperação de cães vítimas de maus-tratos, mantendo os animais para posterior adoção. A atriz afirma que o antigo espaço utilizado pela entidade precisou ser desocupado em razão de intervenções relacionadas à construção da Ponte Salvador-Itaparica.

Estrutura oferecida pelo Estado é contestada

De acordo com o relato divulgado pela atriz, teria sido acordada a construção de uma nova estrutura para abrigar os animais, com a participação da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

Burlamaqui afirma, porém, que dos 30 canis que teriam sido prometidos, apenas 16 foram construídos e apresentariam dimensões reduzidas, pouca ventilação e características que, segundo a instituição, poderiam configurar confinamento inadequado.

A atriz também afirma que, diante da recusa do comandante em transferir os cães para o espaço considerado inadequado pela entidade, os animais teriam sido retirados durante uma operação realizada durante a noite, com a participação de policiais.

A versão apresentada pela Brigada K9 é de que não houve notificação prévia ou apresentação de ofício formal antes da retirada. A entidade também sustenta que França, apontado como responsável pelos animais, está impedido de acessar o local onde os cães foram levados.

Reunião no Ministério Público

Em publicação nas redes sociais, a Brigada K9 afirmou que participou de uma reunião no Ministério Público com representantes do Estado, da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) e da Diretoria de Proteção Animal (DIPA).

Segundo a entidade, durante o encontro, representantes do poder público teriam admitido não possuir outro espaço disponível para receber os animais caso eles fossem retirados das instalações atuais.

A K9 também afirmou que apresentou documentação referente à sua constituição e à condição de utilidade pública, incluindo ata, estatuto e publicação no Diário Oficial.

Entidade relata desaparecimento e morte de cães

Outro ponto apresentado pela Brigada K9 ao Ministério Público envolve a situação dos animais retirados do espaço.

Segundo a entidade, França cobrou explicações sobre o desaparecimento de um dos cães e sobre a lesão e posterior eutanásia de outro animal. Ainda conforme a publicação, durante a reunião, o comandante teria tomado conhecimento de que outros quatro cães também estariam desaparecidos.

A Brigada K9 não apresentou, na publicação, informações independentes que comprovem as circunstâncias dos desaparecimentos ou da morte do animal. As acusações deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela custódia dos cães.

Brigada K9 denuncia retirada de cães de abrigo, em Salvador. Foto: Reprodução | Instagram

MP dá prazo para apresentação de documentos

Ainda de acordo com a Brigada K9, o Ministério Público estabeleceu prazo de cinco dias para que a instituição apresente laudos médicos veterinários, documentos e comprovantes relacionados aos cuidados prestados aos animais que estavam sob sua responsabilidade.

A medida ocorre após uma denúncia de supostos maus-tratos atribuída à DIPA contra a instituição.

A Brigada K9 afirma que continua sem autorização para acessar os cães e que, na data da publicação, e que está há mais de um mês sem contato com os animais.

O Ministério Público foi procurado pela reportagem para esclarecer as medidas adotadas, a situação dos cães, as denúncias apresentadas e o prazo concedido à Brigada K9, mas não houve resposta até o momento desta publicação.

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