Adolescente deixa de ser suspeito em morte do cão Orelha

PCSC aponta que adolescente investigado pela morte do cão Orelha não aparece nas imagens analisadas; outros menores seguem sob investigação

Por Júlia Naomi.

A PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) descartou o envolvimento de um dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão Orelha. O animal foi espancado em Praia Brava, área nobre de Florianópolis, no início de janeiro. O caso mobilizou manifestações em diversas capitais brasileiras, inclusive, Salvador.

Cão Orelha foi brutalmente agredido em Santa Catarina, no início de janeiro. | Foto: reprodução

O adolescente foi retirado da lista de investigados e passou à condição de testemunha, após as investigações da Polícia Civil concluírem que ele não aparece nas imagens analisadas. Além disso, segundo a PC, a família do jovem apresentou provas de que ele não estava em Praia Brava no período em que o cão comunitário foi morto.

Os outros três menores de idade suspeitos no caso seguem sob investigação de maus-tratos, sob os trabalhos da DEACLE (Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei) e da Delegacia de Proteção Animal.

A Polícia Civil também apura se o mesmo grupo esteve envolvido em uma tentativa de agressão contra outro cachorro, conhecido como Caramelo, que teria sido atacado e quase afogado no mar na mesma região. O animal conseguiu escapar.

O que aconteceu com o cão Orelha?

No início de janeiro, após desaparecer por dois dias, o cão comunitário Orelha reapareceu gravemente ferido, no dia. Ele foi resgatado e levado ao atendimento veterinário, mas, diante da gravidade das lesões e do sofrimento, precisou ser sacrificado, no dia (5) de janeiro. Exames e avaliações descartaram atropelamento e apontaram que os ferimentos foram causados por agressões.

Exames periciais confirmaram que o cão foi atingido na cabeça por um objeto contundente, ou seja, sem ponta ou lâmina. O instrumento utilizado na agressão não foi localizado. Segundo a investigação, as agressões ocorreram no dia 4 de janeiro, mas o caso só foi comunicado oficialmente à Polícia Civil em 16 de janeiro. 

Quer ser avisado primeiro sobre casos como este? Clique AQUI e entre no canal de segurança do Aratu ON no WhatsApp para receber notícias em tempo real.

Foto: Divulgação

Ausência de registros do ataque

A ausência de imagens das agressões segue como um desafio para as autoridades, que já analisaram mais de mil horas de gravações de câmeras de segurança, mas não encontraram registros do ato de violência. A única evidência obtida é uma foto compartilhada em um aplicativo de mensagens que, embora não flagre a agressão em si, vincula os adolescentes à cena do crime.

No dia 26 de janeiro, a Polícia Civil fez buscas em endereços de investigados envolvidos na agressão do cão Orelha, em Florianópolis. Em uma das casas, foi encontrada uma porção de droga (não identificada). Além disso, nas residências foram apreendidos celulares e telefones. Nenhum dos adolescentes chegou a ser apreendido.

+ Orelha: adolescentes voltam dos EUA e têm celulares apreendidos; o que se sabe até agora?

A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou por coação de testemunha três familiares de adolescentes investigados pela tortura e morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, área nobre de Florianópolis. Entre os indiciados estão pais e um tio de alguns dos jovens envolvidos no caso.

Orelha viveu por cerca de 10 anos nos arredores da Praia Brava e era cuidado de forma coletiva pela comunidade. Moradores se revezavam na alimentação, limpeza das casinhas improvisadas, troca de cobertores e acompanhamento do dia a dia do animal, que se tornou parte da rotina do bairro.

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.