União Europeia veta importação de produtos de origem animal do Brasil

União Europeia atualizou as normas sanitárias que passarão a vigorar em setembro de 2026

Por Anna Caroline Santiago.

A União Europeia (UE) oficializou o veto à importação de determinados produtos de origem animal vindos do Brasil. Em publicação realizada nesta terça-feira (12), o bloco atualizou as normas sanitárias que passarão a vigorar em setembro de 2026, visando o cumprimento de regras rígidas contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

A exclusão do Brasil ocorreu devido à ausência de garantias por parte do país sobre a não utilização dessas substâncias na criação de animais, segundo informações da agência France Presse. A UE proíbe o uso de antimicrobianos — medicamentos utilizados para tratar infecções, mas que também podem atuar como promotores de crescimento.

União Europeia veta importação de produtos de origem animal do Brasil. Marcello Casal. Foto: Reprodução

União Europeia veta importação de produtos de origem animal do Brasil

Atualmente, a União Europeia é o segundo maior mercado para as carnes brasileiras em valor financeiro, ficando atrás apenas da China. De acordo com dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura, o bloco adquiriu 368,1 mil toneladas de produtos em 2025, movimentando cerca de US$ 1,8 bilhão.

Apesar do veto, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ressaltou que o Brasil já não exporta carne suína para o mercado europeu.

Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação e uso de alguns antimicrobianos como melhoradores de desempenho, incluindo a avoparcina e a virginiamicina.

No entanto, para retornar à lista de países habilitados, o Brasil terá dois caminhos, sendo eles: Restringir legalmente o uso de todos os medicamentos citados pelo bloco e implementar mecanismos que garantam que a carne exportada esteja totalmente livre dessas substâncias.

O bloco europeu informou que uma futura reinclusão dependerá do tempo necessário para a implementação de novas medidas internas, alterações legislativas e do ajuste nos ciclos de produção das cadeias afetadas.

A nova lista, que incluiu 21 novos países e ampliou a autorização para outros cinco, foi divulgada apenas 12 dias após a assinatura do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul. 

Carne feita em laboratório na Bahia vence prêmio de inovação do Nordeste

Carne cultivada é produzida a partir de células animais crescidas em laboratório, sem necessidade de criação intensiva ou abate/Foto: Malu Vieira

Cientistas do SENAI CIMATEC, em Salvador, desenvolvem uma carne cultivada, de identificação CELLMEAT3D. A proteína visa conter os mesmos valores nutricionais da carne ingerida nas refeições, mas feita através de uma impressora 3D.

A carne produzida tem origem animal e características de uma “carne normal”. Ela é feita através do isolamento de células, que vão para um biorreator e depois para uma impressora 3D. O animal não precisa ser abatido durante o processo de produção. 

A pesquisa foi financiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em Salvador e ainda se encontra em etapa preliminar, fase de estudos e testes. O projeto venceu o prêmio Finep Nordeste de Inovação 2025 na categoria Agroindústrias Sustentáveis e agora está apta para concorrer na disputa nacional.

Diferenças entre os tipos de carne 

As duas carnes possuem origem animal, o que diferencia as duas é a forma como elas são obtidas. A carne “normal”, que é consumida normalmente, é produzida através da criação e abatimento de bovinos, a carne cultivada é feita através do isolamento de células de animais. As células são obtidas através de uma biópsia e os animais não precisam ser abatidos. O propósito da carne cultivada tenha os mesmos valores nutricionais da carne convencional. 

Tecnologia e inovação: saiba sobre as recentes iniciativas tecnológicas 

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou a dispensa da necessidade de informar o número do IMEI, espécie de identificação única do aparelho, e também eliminou a exigência de cadastro prévio no aplicativo. As vítimas de furto, roubo ou perda de celular podem registrar a ocorrência diretamente no aplicativo Celular Seguro, utilizando qualquer outro dispositivo, como outro smartphone, tablet ou computador.

Uma equipe de estudantes da Escola SESI Candeias, Bahia, criou uma tecnologia para auxiliar estudiosos a transportar urnas funerárias indígenas com segurança, do sítio arqueológico até o laboratório de pesquisa. 

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