Quem é o preso que estava foragido há 14 anos, acusado de estupro no Caso New Hit?
Condenado a dez anos de prisão, no Caso New Hit, ele foi localizado nesta quinta-feira (17), em Salvador
Por Dinaldo dos Santos.
O homem preso pela Polícia Civil nesta quinta-feira (17), no bairro do Stiep, em Salvador, foragido no Caso New Hit, é Guilherme Augusto Campos Silva, conhecido como Guiga Campos. Ele foi condenado a dez anos de prisão por estupro qualificado contra duas adolescentes de 16 anos e estava foragido h´14 anos.

Guiga Campos integrava a equipe do New Hit como dançarino quando ocorreu o episódio que ficou conhecido como Caso New Hit, em 2012. A prisão aconteceu após o cumprimento de um mandado decorrente de condenação com trânsito em julgado.
Caso New Hit: ex-dançarino estava foragido
O episódio ocorreu na madrugada de 26 de agosto de 2012, dentro de um ônibus estacionado na Praça Santa Tereza, no Centro de Ruy Barbosa, no interior da Bahia.
Duas adolescentes de 16 anos denunciaram ter sido vítimas de violência sexual. O caso teve ampla repercussão na Bahia e envolveu integrantes do New Hit, então uma das bandas conhecidas do cenário de pagode baiano.
Guiga Campos foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia e posteriormente condenado pela Justiça a dez anos de reclusão por estupro qualificado.
Como ocorreu a prisão
A localização do condenado foi resultado de um trabalho de inteligência e troca de informações entre o Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/BA).
Após ser encontrado no Stiep, Guiga foi conduzido a uma unidade policial, onde foram adotadas as medidas cabíveis. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário.
TJ nega pedido de soltura para cantor
Em 2025, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou, de forma unânime, o pedido de soltura de Eduardo Martins Daltro Sobrinho, conhecido como Dudu, ex-vocalista da banda New Hit. Ele está preso desde 2 de dezembro de 2023, cumprindo pena de 10 anos de prisão por estupro coletivo. A decisão, assinada no dia 10 de fevereiro por desembargadores da Primeira Câmara Criminal, manteve Dudu custodiado no Presídio de Irecê.
No pedido de habeas corpus, o advogado de Dudu, Victor Valente, argumentou que a pretensão punitiva estaria prescrita e que a prisão violaria os princípios da legalidade, segurança jurídica e dignidade humana, causando, segundo ele, “constrangimento ilegal flagrante”. O defensor alegou ainda que o prazo de prescrição teria se iniciado em 13 de maio de 2015 e encerrado em 13 de maio de 2023.
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