'MinC não dá dinheiro a artistas', diz Margareth Menezes sobre Lei Rouanet

Margareth Menezes explica como funciona Lei Rouanet, rebate críticas ao mecanismo e destaca impacto econômico da cultura

Por Matheus Caldas.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, reforçou que a Lei Rouanet não repassa recursos públicos diretamente a artistas ou produtores culturais. Ela reiterou que o papel do Ministério da Cultura é analisar projetos e autorizar a captação de patrocínios junto à iniciativa privada.

"O Ministério da Cultura não dá dinheiro para ninguém. O que o Ministério da Cultura faz é analisar projetos e, a partir dessa análise, o agente cultural recebe o aval para fazer o que a gente chama de captação de recursos", disse a ministra em entrevista ao programa Aratu Notícias.

Margareth Menezes destaca que a Lei Rouanet atua como mecanismo de fomento que conecta agentes culturais e empresas interessadas em investir em projetos aprovados pelo Ministério da Cultura.

Após análise técnica, os projetos recebem autorização para buscar patrocínio. A decisão final sobre quais iniciativas serão financiadas cabe às empresas, que utilizam editais próprios e critérios internos de seleção.

A ministra destacou ainda que, atualmente, a Lei Rouanet está presente em todos os estados brasileiros, o que tem contribuído para reduzir a concentração histórica de recursos em poucas regiões do país.

Assista entrevista com Margareth Menezes

 

Impacto econômico citado por Margareth Menezes

Margareth Menezes citou dados de uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para demonstrar o impacto econômico do mecanismo. Segundo ela, em 2024, os investimentos via Lei Rouanet somaram R$ 3 bilhões, com retorno direto de R$ 1,9 bilhão em impostos.

"Para cada R$ 1 que entra, que é o que recebe de patrocínio, vai circular R$ 8. Então nós temos aí respostas muito importantes", afirmou a ministra, que também se apresentará no Carnaval de Salvador.

O setor cultural impactou cerca de 89 milhões de pessoas em todo o país, sendo 69 milhões consumidores de ingressos em projetos viabilizados pelo mecanismo.

Empregos e economia criativa

A ministra também destacou a geração de 288 mil postos de trabalho no setor cultural no último ano. Para Margareth Menezes, a Lei Rouanet deve ser entendida como parte de uma cadeia produtiva mais ampla.

"Quando falar de cultura de artista, pensem que é um coletivo. O artista não faz nada sozinho e a cultura não acontece sozinha", disse.

Ela citou a Bahia como exemplo do impacto da cultura na economia, especialmente durante o verão e o carnaval, que mobilizam profissionais como jornalistas, operadores de câmera, técnicos e produtores culturais. "É dessa forma que a gente quer que as pessoas comecem a compreender a força do mecanismo da Lei Rouanet", concluiu.

Margareth Menezes defende Lei Rouanet | Foto: Zeza Maria

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.