Delegada flagra agressões e prende homem por violência doméstica na Bahia
Titular da Deam, a delegada flagrou as agressões em um condomínio e prendeu o homem de 22 anos por violência doméstica em Feira de Santana
Por Lucas Pereira.
Um homem de 22 anos foi preso em flagrante no último domingo (1º) após agredir a companheira, de 29 anos, em um condomínio no bairro SIM, em Feira de Santana. Uma delegada flagrou as agressões e deu voz de prisão ao rapaz por violência doméstica.

A ação foi interrompida pela delegada Alana Fialho, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que estava no local no momento do crime. Ao ouvir os pedidos de socorro da vítima, a autoridade policial, que estava em seu período de folga, interveio imediatamente para cessar a violência e deu voz de prisão ao agressor.
A vítima sofreu lesões na face, fraturou o braço esquerdo e precisou ser socorrida para uma unidade de saúde. Segundo informações da Polícias Civil ao Aratu On, a vítima e o agressor não moram no local. A mulher estava visitando o condomínio, e o companheiro teria rastreado ela antes de cometer o crime.
Após a intervenção da delegada, o suspeito foi mantido sob custódia até a chegada de uma guarnição da Polícia Militar, acionada por vizinhos que também presenciaram a situação. Todos os envolvidos foram encaminhados à sede da Deam de Feira de Santana, onde o Auto de Prisão em Flagrante foi lavrado.
O investigado passou pelos procedimentos de praxe, incluindo exames de corpo de delito, e permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.
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Feminicídio pode ser o primeiro ato de violência
É de conhecimento público que a violência contra a mulher é um dos grandes problemas do Brasil. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública em 2024, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que 1.467 mulheres foram mortas no país em razão do gênero, o maior número registrado desde a publicação da lei que tipifica o crime, em 2015.
Na Bahia, até o dia 21 de outubro, 80 feminicídios foram contabilizados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), apenas cinco a menos que o mesmo período em 2023.
Um dos casos recentes — e de grande repercussão — aconteceu em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul do estado, quando as irmãs Elaine e Hiane Miranda de Araújo, de 41 e 35 anos, respectivamente, foram mortas a tiros pelo ex-marido da primeira, dentro de uma loja na cidade. O alvo do ataque, inclusive, possuía medida protetiva contra o suspeito, que não teve o nome divulgado.
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia no Brasil em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao longo do ano, o país registrou 1.470 casos, o maior número da série histórica e um novo recorde nacional.
O total supera os 1.464 feminicídios contabilizados em 2024, que até então concentravam a maior marca anual. A taxa nacional chegou a 0,69 caso por 100 mil habitantes, o índice mais elevado dos últimos dez anos. Na comparação entre os dois anos, houve um crescimento de 0,41%.

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