VÍDEO: mulher morre esfaqueada por ex que descumpriu medida protetiva

Apesar de medida protetiva, mulher é morta pelo ex; criminoso foi preso

Por Da redação.

Fonte: Agência Brasil

A Polícia Civil de São Paulo prendeu José Vilson Ferreira, de 29 anos de idade, na tarde de domingo (4), autor do feminicídio contra Carla Carolina Miranda da Silva. Ela foi esfaqueada pelo agressor no bairro da Liberdade, região central da capital paulista, na noite de sábado (3).Apesar De Medida Protetiva, Mulher É Morta Na Rua Por Ex Em SpCapturado no Jabaquara, zona sul, o agressor foi indiciado por feminicídio e descumprimento de medida protetiva de urgência, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

“Policiais civis do Garra/Dope realizaram diligências, em apoio à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e detiveram o autor, que foi encaminhado à unidade policial e permaneceu à disposição da Justiça”, diz nota da SSP-SP.

 

 

Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (5), conforme confirmou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). “Trata-se de cumprimento de mandado de prisão. Não foram identificadas irregularidades no cumprimento e ele segue preso”, diz a nota.

Imagens de câmeras que circulam em redes sociais mostram que o crime aconteceu na via pública. É possível ver a vítima andando pela calçada, quando o homem aparece caminhando de encontro a ela. Carla tenta fugir, mas o agressor corre, a alcança e desfere os golpes com a faca.

Segundo informações divulgadas pelo Projeto Justiceiras, que atua no acolhimento e orientação técnica para mulheres vítimas de agressão, quase um ano antes do crime Carla havia denunciado o agressor por violência doméstica. Ela obteve medida protetiva determinando que ele não se aproximasse.

Ainda conforme a organização, a vítima foi socorrida e levada ao hospital, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Bahia registra 97 feminicídios entre janeiro e início de dezembro

A Bahia registrou 97 casos de feminicídio entre janeiro e 8 de dezembro de 2025, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA). O número revela a permanência da violência de gênero em diferentes regiões do estado ao longo do ano, com maior concentração de ocorrências nos meses de abril e novembro.

Protesto De Mulheres Contra Violência Marcelo Camargo Agência Brasil

Salvador lidera o ranking de municípios com mais registros, totalizando dez feminicídios. Em seguida aparecem Feira de Santana, com cinco casos, e Camaçari, com quatro. Os dados reforçam que a violência contra mulheres não se restringe ao interior ou à capital, mas se distribui de forma ampla pelo território baiano.

Perfil das vítimas revela desigualdades

A análise dos dados mostra que mulheres entre 30 e 34 anos são as principais vítimas de feminicídio no estado, representando 16,5% dos casos. As faixas etárias de 35 a 39 anos e de 40 a 44 anos aparecem logo em seguida, ambas com 15,5%. O recorte etário indica que a violência atinge majoritariamente mulheres em idade economicamente ativa, muitas vezes inseridas em relações afetivas ou familiares marcadas por dependência econômica e ciclos de agressão.

O levantamento também evidencia o recorte racial da violência. A maioria das vítimas é parda (61,86%), seguida por mulheres pretas (14,46%) e brancas (4,12%). Mulheres indígenas representam 1,03% dos casos, enquanto em 18,56% dos registros não há informação sobre cor ou raça. 

Violência de gênero no país 

Embora dados do IBGE indiquem que homens morrem mais do que mulheres no Brasil em números absolutos, o feminicídio se diferencia por sua motivação, o assassinato ocorre em razão do gênero da vítima, geralmente associado a relações de poder, controle e violência doméstica. Para pesquisadores da área, comparar os dados sem esse recorte pode invisibilizar a especificidade da violência contra mulheres.

O aumento da sensação de insegurança no estado também se reflete em outras áreas do cotidiano. Iniciativas recentes, como o lançamento de novos recursos em aplicativos para bloqueio e recuperação de celulares roubados, surgem como resposta a um ambiente marcado por crimes frequentes. Ainda assim, especialistas alertam que medidas tecnológicas não substituem políticas estruturais de prevenção à violência e fortalecimento da rede de proteção.

Diante do cenário, organizações feministas e de direitos humanos reforçam a necessidade de investimentos contínuos em educação, acolhimento às vítimas, investigação qualificada e responsabilização dos agressores.

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