VÍDEO: Homem que fez mulher refém no Porto da Barra ligou para a avó durante ação: “Minha avó? A senhora tá bem?”
Homem que fez mulher refém no Porto da Barra no final de semana ligava para avó; assista
Por Liven Paula.
O homem que fez mulher refém no Porto da Barra, em Salvador, chamou atenção por uma atitude inesperada durante os momentos de tensão. A situação aconteceu na noite de sábado (5), em uma região movimentada do bairro.

Homem que fez mulher refém no Porto da Barra ligava para a avó
Segundo informações da Polícia Militar, o homem invadiu estabelecimentos comerciais, pegou uma faca e fez uma funcionária refém.
Em um vídeo enviado ao Alô Juca, é possível ver que, enquanto mantinha a funcionária sob ameaça, ele ligava para a avó, pedia socorro e perguntava: “Minha avó? A senhora tá bem?”
A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada inicialmente para atender à ocorrência. Diante da gravidade da situação, policiais militares da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) também foram chamados e seguiram até o local.
Após negociações com policiais militares e guardas municipais, o suspeito foi detido e a funcionária libertada. Ninguém ficou ferido.
O homem foi encaminhado para a Central de Flagrantes, onde ficou à disposição das autoridades. A faca utilizada durante a ação também foi apreendida e apresentada na unidade policial.
Assista ao vídeo:
Quase 97% dos presos em flagrante em Salvador são negros, aponta pesquisa
O recorte racial chama atenção nos dados sobre as prisões em flagrante analisadas durante as audiências de custódia em Salvador. Em 2023, 96,9% das 2.898 pessoas presas avaliadas pela Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA) se declararam pretas ou pardas. Pessoas brancas corresponderam a 3,1% do total.
O levantamento, divulgado pela instituição, também aponta que o grupo analisado é formado majoritariamente por jovens com baixa escolaridade e renda reduzida, revelando um perfil social bastante específico entre aqueles que chegaram às audiências de custódia na capital baiana.
Mulheres negras são maioria entre as custodiadas
A desigualdade racial aparece também quando os dados são separados por gênero. As mulheres representaram 5,4% das prisões incluídas na pesquisa. Dentro desse grupo, 91,5% se autodeclararam negras.
Os números fazem parte do levantamento anual realizado a partir das audiências de custódia, procedimento no qual a pessoa presa é apresentada à Justiça para que sejam avaliadas as circunstâncias da prisão e a necessidade de manutenção ou não da detenção.
Para a Defensoria Pública, os resultados ajudam a identificar quem são as pessoas que mais chegam ao sistema de Justiça após uma prisão em flagrante e podem servir de base para a formulação de políticas públicas.
Decisões judiciais também apresentam diferença por raça
Um levantamento anterior realizado pela DPE-BA permite observar como o recorte racial aparece também nas decisões tomadas após as prisões.
Entre setembro de 2015 e dezembro de 2018, foram analisadas 17.793 prisões em Salvador. Desse total, 16.757 pessoas eram homens e 1.025 eram mulheres.
Naquele período, 98,8% dos custodiados que informaram a própria raça ou cor eram negros, enquanto os brancos representaram 1,2%.
Os dados também apontaram diferenças nas decisões judiciais. A liberdade provisória foi concedida em 51,6% dos casos envolvendo pessoas negras, contra 56,9% entre pessoas brancas.
Já a prisão preventiva foi determinada para 40,2% dos custodiados negros e para 27,4% dos brancos.
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