Suspeitos de aplicar golpes digitais são presos em Salvador e Lauro de Freitas
Suspeitos de aplicar golpes digitais foram presos nesta sexta (24), durante operação da Polícia Civil
Por Liven Paula.
Dois homens suspeitos de aplicar golpes digitais foram presos nesta sexta-feira (24), durante uma operação em Salvador e Lauro de Freitas, na Região Metropolitana da capital baiana.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos, de 21 e 27 anos. As identidades deles não foram divulgadas.
Segundo as investigações, os homens são apontados como responsáveis por diferentes modalidades de estelionato virtual, entre elas o chamado "golpe do amor", em que criminosos criam vínculos afetivos para obter dinheiro das vítimas, além do "golpe das milhas" e do "falso boleto".
Suspeitos de aplicar golpes digitais respondem a apurações distintas
A Polícia Civil informou que os investigados respondem a apurações distintas e não possuem ligação entre si nem integram a mesma organização criminosa.
A ação faz parte de uma ofensiva do Deic para combater crimes de estelionato e cumprir mandados contra suspeitos de fraudes eletrônicas.
Após serem localizados, os dois homens foram encaminhados para uma unidade policial, onde permanecem custodiados e à disposição da Justiça.

Outras operações na Bahia
Uma operação conjunta do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e da Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira (16), um mandado de prisão e três de busca e apreensão contra um grupo investigado por fraudes contra a Caixa Econômica Federal na Bahia.
O mandado de prisão foi cumprido contra um homem que já estava custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana. Já os três mandados de busca e apreensão foram executados nas residências de investigados em Salvador. As ordens judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.

Como funcionava o grupo suspeito de fraudar a Caixa Econômica Federal na Bahia
De acordo com as investigações, realizadas com o apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa Econômica Federal, a organização criminosa utilizava identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da instituição financeira. Com os documentos falsificados, os investigados contratavam empréstimos consignados em nome das vítimas.
Após a liberação dos valores, o dinheiro era rapidamente transferido para outras contas e submetido a diferentes operações financeiras, incluindo transferências eletrônicas, contas de passagem e operações de câmbio, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos recursos.
Segundo a Polícia Federal, pelo menos cinco contas bancárias foram abertas de forma fraudulenta durante o esquema. O prejuízo causado à Caixa Econômica Federal ultrapassa R$ 424 mil.
As apurações também identificaram que parte dos valores obtidos ilegalmente foi convertida em moeda estrangeira por meio de corretoras de câmbio, o que reforça os indícios da prática de lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional.
A identificação dos envolvidos ocorreu após análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial, que permitiram à Polícia Federal apontar os responsáveis pela utilização das identidades falsas, pela movimentação das contas e pelas transações financeiras destinadas a ocultar a origem ilícita dos recursos.
Segundo o MP-BA, o nome da operação, Versão Brasileira, faz referência ao modo de atuação do grupo, que criava uma espécie de identidade paralela das vítimas utilizando dados verdadeiros, fotografias e documentos adulterados para se passar pelos titulares e aplicar as fraudes.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.
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