Suspeito de matar mecânico brigou com a vítimas 20 dias antes do crime em Salvador

Suspeito e mecânico morto haviam se desentendido 20 dias antes do crime, segundo a companheira da vítima

Por Liven Paula.

Edilson, preso nesta quinta-feira (11) que é suspeito de matar o mecânico Luís Campos dos Santos, de 35 anos, a facadas, havia se desentendido com a vítima cerca de 20 dias antes do crime.

Segundo a Polícia Civil, durante as investigações, a companheira da vítima reconheceu formalmente o suspeito como autor do homicídio.

Um homem de 45 anos suspeito de matar um homem a facadas, foi preso nesta quinta-feira (11), no bairro de Pernambués, em Salvador. | Foto: Reprodução

Suspeito de matar mecânico a facadas perseguiu a vítima

Ainda de acordo com as investigações, Luís foi perseguido pelo suspeito até as imediações de um posto de combustíveis, onde caiu ferido. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Após ser preso, o homem passou pelos procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.| Foto: Reprodução/ Polícia Civil

Crimes em Salvador: saiba quais são os mais comuns

Dados do relatório da Polícia Civil sobre os crimes em Salvador no primeiro semestre de 2025 confirmam a capital baiana como a cidade mais violenta do país, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, obtido com exclusividade pelo Aratu On.

Crimes Violentos Letais Intencionais

Entre janeiro e junho de 2025, a Polícia Civil registrou 378 homicídios dolosos - quando há intenção de matar -, sendo que 95% das vítimas eram homens e 5% mulheres. Foram contabilizados ainda 10 casos de latrocínio (roubo seguido de morte).

No índice de 2024 do Anuário de Segurança Pública, que mede homicídios e lesões graves com intenção de matar, Salvador apresentou taxa de 52, enquanto a média nacional é 20,4. No total, foram registradas 1.335 mortes violentas na cidade nesse período, representando quase 30% do índice nacional em apenas seis meses.

Segundo o anuário, a capital baiana ultrapassou Macapá, capital do Macapá. A Bahia, por sua vez, é o segundo estado mais violento do país. Perde apenas para o Amapá. 

Em contraste aos dados recentes, divulgados pela segurança pública da Bahia, os dados do Instituto Fogo Cruzado, que acompanha a violência armada, indicam 485 mortos e 129 feridos na cidade. Embora o número de tiroteios tenha caído 9% em relação ao mesmo período de 2024 — passando de 917 para 839 episódios — houve um pequeno aumento no número de baleados.

Entre janeiro e junho, 864 pessoas foram atingidas por disparos, sendo que metade delas (50%) durante ações ou operações policiais. Dessas vítimas, 305 morreram e 42 ficaram feridas. Em relação às operações policiais, 42% dos tiroteios, 43,5% dos mortos e 26% dos feridos ocorreram durante confrontos com agentes. O número de chacinas policiais subiu de 17, em 2024, para 57 em 2025, enquanto as chacinas em geral aumentaram de cinco para 14 em um ano. O número de adolescentes baleados em ações policiais teve um aumento expressivo: de três, em 2024, para 14 em 2025 — alta de 367%.

Vale destacar que o Anuário de Segurança Pública ainda apresenta lacunas importantes, como a ausência de dados sobre homicídios dolosos contra a comunidade LGBTQIAPN+ na Bahia.

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