Suspeita de furto é presa após ofender vítima com ataques racistas na Bahia
Suspeita já responde a quatro processos por furto qualificado em Itabuna, no sul da Bahia
Uma mulher de 36 anos foi presa em flagrante pelos crimes de furto qualificado e racismo na segunda-feira (23), no bairro Góes Calmon, em Itabuna, no sul da Bahia. O crime de racismo ocorreu no momento do flagrante, contra uma das vítimas.

De acordo com a polícia, a suspeita, que já responde a quatro processos por furto, foi localizada em um estabelecimento comercial com diversos produtos subtraídos de diferentes lojas da cidade. Entre os itens apreendidos estavam um aparelho celular, uma bolsa, sandálias e cosméticos.
O crime de racismo teria sido cometido no momento da prisão. Segundo informações policiais, a mulher proferiu ofensas de cunho racial contra uma das vítimas.
Conforme a Constituição Federal e a Lei nº 7.716/1989, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível. Isso significa que o acusado não pode pagar fiança para responder em liberdade e que o processo pode ser julgado a qualquer tempo, sem prazo de prescrição.
A mulher foi conduzida à unidade policial, passou pelos exames legais e permanece custodiada, à disposição da Justiça.
Casos de racismo
Episódios de racismo têm chamado atenção na Bahia, especialmente após ocorrências registradas durante o Carnaval. Entre os casos recentes, está o de um turista acusado de proferir ofensas raciais contra duas funcionárias que trabalhavam em um camarote no circuito Barra-Ondina, em Salvador.
Relembre os casos
Um homem identificado como Itamar da Silva, de 48 anos, foi preso em flagrante acusado de racismo durante o Carnaval de Salvador. Natural de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, ele, que já viajou para 43 países, trabalha como petroleiro e estava em um camarote no circuito Barra-Ondina quando ocorreu o episódio, entre a madrugada de terça-feira (17) e quarta-feira (18).
Além de ser petroleiro, Itamar também é ator em uma companhia de teatro infantil.
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Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva. Ele permanece custodiado no Centro de Observação Penal, no Complexo da Mata Escura, em Salvador, e segue à disposição do Judiciário.
De acordo com informações da polícia, Itamar negou ter cometido ofensas racistas. Em depoimento, afirmou que discutia por não poder utilizar o banheiro acompanhado, o que é proibido pelas regras do camarote.
Segundo as vítimas, identificadas como Vera e Viviane, funcionárias do espaço, a situação teve início quando o homem foi informado de que não poderia entrar no banheiro com outras pessoas. Conforme relato, após insistir e discutir com seguranças, ele teria dirigido ofensas racistas às trabalhadoras, chamando-as de “pretas”, “macacas” e “escravas”, além de afirmar que, por ser do Sul, teria “mais direito” de permanecer no local.
PMs são afastados após denúncia de agressões e homofobia no Carnaval
A Justiça determinou o afastamento temporário de quatro policiais militares após uma confusão envolvendo agressões e insultos homofóbicos no último sábado de Carnaval (14). O episódio ocorreu no circuito Barra-Ondina, nas imediações do Morro do Gato, e teve como vítimas um soldado da PM de folga, seu marido e um amigo do casal, que também integra a corporação.
O soldado da PM e professor João Cruz, que denunciou as agressões, chegou a ser preso em flagrante por desrespeito a superior, sendo liberado pela Justiça na última terça-feira (17).
Mesmo com as tentativas de identificação por parte do grupo, a violência teria escalado com a chegada da guarnição 1007 do Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (BPATAMO). João Cruz afirma ter sido atingido por quatro golpes de cassetete nas costas e no tórax.
"Falei que meu braço estava doendo e pedi para ele afrouxar. Ele respondeu: 'Cala a boca, seu veado, você ainda não viu o que é violência'", relatou o professor, denunciando ainda ter sido alvo de insultos raciais.
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