Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos do SUS em Jequié
Desvio de recursos públicos do SUS em Jequié é investigado em ação conjunta da PF e da CGU, que apura irregularidades em contratações na área da saúde
Por Ananda Costa.
A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Litíase para apurar desvio de recursos públicos do SUS em Jequié. A ação tem como objetivo investigar um suposto esquema de irregularidades em contratações na área da saúde no município.

De acordo com as investigações, o esquema teve início durante o período da pandemia da Covid-19 e teria se estendido até o ano de 2023. As apurações indicam que houve direcionamento na locação de um imóvel utilizado para a prestação de serviços de saúde, sem a devida definição de como seriam realizados os atendimentos e internações. O imóvel alugado funcionava no mesmo endereço da sede do instituto contratado para executar os serviços.
A Polícia Federal e a CGU também identificaram indícios de direcionamento em procedimentos licitatórios, além da realização de pagamentos sem a devida comprovação da execução dos serviços contratados, como a quantidade e o tipo de atendimentos ou exames realizados.
As contratações investigadas resultaram em pagamentos superiores a R$ 13 milhões às empresas envolvidas, sendo aproximadamente R$ 7 milhões provenientes de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde as primeiras horas da manhã, cerca de 30 policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão em Jequié. A operação busca reunir novos elementos para fortalecer as investigações sobre possíveis fraudes e desvios de recursos públicos em prejuízo do município e da União, além de identificar outros envolvidos.
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Operações da Polícia Federal
‘Operação Fogo Amigo’

A segunda etapa da ‘Operação Fogo Amigo’, deflagrada nesta terça-feira, 27, cumpriu em Alagoas e Pernambuco nove mandados de busca e apreensão contra integrantes de organização criminosa especializada em vender armas e munições ilegais para facções criminosas nos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
Os alvos são endereços residenciais e comerciais de lojistas e policiais militares investigados por integrar e operar o esquema criminoso de dimensão interestadual, localizados nos municípios pernambucanos de Arapirina e Petrolina, e alagoanos de Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro.
A Justiça ainda determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de duas lojas que comercializavam material bélico de forma irregular e afastamento cautelar das funções públicas de quatro policiais militares.
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