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PMs são presos suspeitos de integrar quadrilha especializada em comércio ilegal de armas na Bahia

Operação que tem policiais militares entre os alvos prendeu outras nove pessoas e apreendeu 82 armas de fogo

Por Anna Caroline Santiago.

Dois policiais militares, um da ativa e outro da reserva, foram presos nesta quinta-feira (5), suspeitos de integrar uma quadrilha de comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro na Bahia. Os agentes estão entre os 11 detidos durante a Operação Circuito Fechado, que também resultou na apreensão de um arsenal com 82 armas de fogo em Nazaré, no Recôncavo Baiano.

PMs são presos suspeitos de integrar quadrilha especializada em comércio ilegal de armas na Bahia. Foto: Divulgação

A Justiça autorizou o sequestro e o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 6,2 milhões, envolvendo seis investigados e empresas vinculadas a eles. Também foram determinadas restrições sobre veículos e a indisponibilidade de imóveis.

As medidas têm como objetivo atingir a estrutura financeira do grupo e interromper o fornecimento de armas e munições às organizações criminosas investigadas.

Mandados de prisão

Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão. Até o momento, dez pessoas foram presas por mandados preventivos e uma em flagrante, durante o cumprimento de uma das ordens judiciais. Quatro investigados ainda não foram localizados. Outros 13 alvos são submetidos a medidas cautelares diversas da prisão.

As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Valença, Salvador, Nazaré, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu.

Em Nazaré, um dos investigados foi preso em flagrante. Ele é proprietário de um estabelecimento de comércio de armas e suspeito de repassar armamentos a grupos criminosos. No local, foram apreendidas 82 armas de fogo, sendo 74 pistolas e revólveres e oito armas longas.

Também foram encontrados R$ 22.362 em espécie, um carro, uma motocicleta, dez celulares, um tablet e porções de cocaína.

Foto: Divulgação |PCBA

Investigação

As investigações começaram em dezembro de 2023, após a prisão em flagrante de um homem que transportava 270 munições de diferentes calibres em Valença. A partir da análise de dados, documentos e movimentações financeiras, os investigadores identificaram uma rede formada por fornecedores, intermediários e transportadores de armamentos.

Segundo as apurações, o grupo abastecia integrantes de duas organizações criminosas rivais. As investigações também identificaram indícios de crimes patrimoniais, como furtos, falsificação de documentos e fraudes imobiliárias.

Em Valença, os suspeitos são apontados como envolvidos na invasão de uma residência, subtração de bens e tentativa de apropriação irregular do imóvel por meio de documentos fraudulentos.

A Polícia Civil também identificou indícios da participação de agentes de segurança pública no esquema, com possível uso de informações privilegiadas e viaturas policiais para facilitar a prática dos crimes.

Leia mais: Casas próximas a encosta correm risco de deslizamento em bairro de Salvador, aponta MPBA

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