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PF prende mulher apontada como líder de esquema de exploração sexual de brasileiras no exterior

Operação que apura um esquema de exploração sexual de brasileiras, determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados

Por Anna Caroline Santiago.

Uma mulher apontada como líder de uma organização criminosa suspeita de recrutar brasileiras para exploração sexual em Israel e outros países foi presa durante uma operação da Polícia Federal. O mandado de prisão preventiva foi cumprido na quarta-feira (4). 

O grupo é investigado por tráfico de pessoas, facilitação de migração irregular e retenção de parte dos valores obtidos com a atividade. As ordens judiciais foram executadas em Ananindeua, no Pará, onde também foram realizadas duas buscas, e em Goiânia, Goiás.

PF prende mulher apontada como líder de esquema de exploração sexual de brasileiras no exterior. Foto: Reprodução

A prisão ocorreu durante a Operação Dirty Dancing, que cumpriu um mandado de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Por determinação da Justiça Federal, foram sequestrados e bloqueados bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões.

A decisão também determinou a suspensão das atividades de duas empresas vinculadas à mulher presa. Outros dois suspeitos tiveram os passaportes apreendidos, passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica e foram proibidos de deixar o país.

Como funcionava o esquema

A investigação começou em fevereiro de 2025, após informações compartilhadas pela Polícia de Israel. O trabalho da PF é um desdobramento de uma apuração conduzida pelas autoridades israelenses sobre a mesma organização criminosa.

Segundo as investigações, a mulher apontada como líder do grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar brasileiras interessadas em viajar para o exterior. A organização providenciava o deslocamento e a hospedagem das vítimas.

No Brasil, outros integrantes eram responsáveis por divulgar anúncios em sites especializados e agendar clientes. As apurações também identificaram um esquema de envio do dinheiro arrecadado no exterior. Os valores eram recolhidos em espécie e remetidos ao Brasil por meio de brasileiros que moravam fora do país e atuariam em um sistema clandestino de câmbio.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.

Casos de exploração sexual na Bahia

Cafetina é presa suspeita de explorar adolescente no sul da Bahia

Cafetina é presa suspeita de explorar adolescente no sul da Bahia. Foto: Divulgação

Uma cafetina de 49 anos, identificada como Jesuíta Viana Marques, foi presa suspeita de exploração sexual e de manter uma casa de prostituição no distrito de Barrolândia, em Belmonte, no litoral sul da Bahia.

As investigações tiveram início após uma denúncia de exploração sexual envolvendo uma adolescente. No entanto, a suposta vítima ainda não foi localizada.

De acordo com a Polícia Civil, a prisão ocorreu durante o cumprimento de diligências no imóvel onde a investigada atuava. No local, os policiais encontraram uma mulher de 20 anos, que afirmou realizar programas sexuais no estabelecimento.

Ainda segundo a corporação, a jovem relatou que repassava um terço do valor recebido pelos programas à responsável pelo imóvel, apontada como administradora do local.

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