Operação prende cinco suspeitos de integrar facção criminosa na Bahia e em São Paulo
Cinco pessoas foram presas durante a Operação Doutor, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (3)
Por Bruna Castelo Branco.
Cinco pessoas foram presas durante a Operação Doutor, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (3) em cidades da Bahia e de São Paulo. A ação também cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e resultou na apreensão de duas armas de fogo e dez celulares.
Quatro homens, de 20, 30, 31 e 32 anos, foram presos preventivamente. Uma mulher, de 26 anos, teve a prisão temporária cumprida.

Em São Paulo, duas pessoas foram presas nos municípios de Osasco e Carapicuíba. Entre elas está um homem apontado como principal liderança da organização criminosa investigada. Com ele, foram apreendidos uma pistola calibre 9 mm, um revólver calibre .38 e dez aparelhos celulares.
Na Bahia, um investigado foi preso em Aurelino Leal. Outros dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra homens que já estavam custodiados no Conjunto Penal de Itabuna.
Além das prisões, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis ligados aos investigados. Durante a operação, a Justiça também determinou o bloqueio de R$ 80 mil.
Grupo é investigado por diversos crimes
Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram indícios de uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação relacionada a diferentes crimes. Entre eles estão tráfico de drogas, homicídios, roubos de veículos e cargas, extorsão, lavagem de dinheiro, adulteração e desmanche de veículos.
As apurações apontam que o grupo atuava nos distritos de Banco Central, em Ilhéus, e Laje do Banco, em Aurelino Leal, além dos municípios de Ubaitaba, Gongogi, Maraú e outras localidades da região.
Operação teve apoio de forças policiais de São Paulo
A Operação Doutor foi coordenada pela Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sul) e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ª Coorpin/Ilhéus).

A ação contou com a participação dos Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Sul, Costa do Cacau, Descobrimento, Costa do Dendê, Central e Pedra Branca).
Em São Paulo, a operação teve apoio do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), por meio dos Grupos de Operações Especiais (GOE) das Delegacias Seccionais de Polícia de Carapicuíba e Osasco.
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