Operação mira facção paulista suspeita de tráfico, homicídios e lavagem de dinheiro na Bahia
Operação contra uma facção paulista também cumpre mandados em cidades de São Paulo e investiga grupo por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Por Ananda Costa.
Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (8) mira uma facção criminosa de origem paulista investigada por envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e crimes relacionados ao porte e à posse ilegal de armas de fogo. A ação, chamada de Equação Final, acontece em sete municípios do Sudoeste da Bahia e também em cidades do estado de São Paulo.

Cerca de 350 policiais participam da operação, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão. A ação é coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) Bahia, Ilhéus e São Paulo, em conjunto com as Polícias Federal, Civil e Militar.
Na Bahia, os mandados são cumpridos em sete municípios do Sudoeste baiano: Jequié, Ipiaú, Dário Meira, Ubatã, Nova Ibiá, Gongogi e Itacaré, além dos municípios paulistas de São Paulo, Guarulhos e Santo André. A ofensiva também conta com ações em cidades paulistas, com o objetivo de desarticular a atuação da organização criminosa e atingir integrantes envolvidos nos crimes investigados.
Segundo as investigações, a organização criminosa tinha atuação predominante nos municípios de Ipiaú e Ubatã, com ramificações em outras cidades da Bahia. Além das medidas de prisão e busca, a Justiça autorizou o bloqueio de contas, bens e outros valores pertencentes aos investigados, com o objetivo de impedir a movimentação do patrimônio durante o andamento das investigações. O bloqueio pode alcançar até R$ 15 milhões.
Durante o cumprimento dos mandados, um dos alvos prioritários da operação foi preso. Segundo as investigações, ele seria o braço armado da organização criminosa paulista e responsável por gerenciar o tráfico de drogas na região de Ipiaú.
O homem possui histórico criminal relacionado à fuga com armas de fogo e a homicídios, conforme apontado pelas forças de segurança.
Outras operações na Bahia

Preso preventivamente nesta quarta-feira (7), durante a terceira fase da Operação Terra Justa, o tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia é investigado por suspeita de receber cerca de R$ 286 mil de um sargento da reserva apontado como líder de uma milícia armada que atuava na região de Correntina, no oeste da Bahia.
O oficial possui uma trajetória ligada à atuação da Polícia Militar na região oeste da Bahia. Até 2023, ele esteve à frente da 30ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), com sede em Santa Maria da Vitória.
Ele também ocupou o cargo de diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, sendo exonerado do cargo em setembro do ano passado.
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