Jerônimo aciona Ministério da Justiça após turistas baleadas no sul da Bahia
Governador Jerônimo Rodrigues recorre ao Ministério da Justiça após ataque a turistas no extremo sul da Bahia; oito foram presos
Por Matheus Caldas.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que acionou o Ministério da Justiça após duas turistas do Rio Grande do Sul serem baleadas em Prado, no extremo sul da Bahia. A declaração foi dada nesta sexta-feira (27), em entrevista ao Jornal da Manhã.
As vítimas foram atingidas por disparos na terça-feira (24), depois de desviarem de um bloqueio feito por indígenas em uma estrada vicinal. Oito pessoas foram presas e quatro adolescentes apreendidos, suspeitos de participação no ataque no sul da Bahia.
“Tivemos uma reunião com o Ministério da Justiça e Ministério dos Povos Indígenas. Pudemos ver uma agenda de polícia, porque precisa ter a presença da polícia pra garantir a paz”, afirmou Jerônimo Rodrigues sobre incidente no sul da Bahia, em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da TV Bahia.
Segundo o governador, na próxima semana haverá um encontro em Brasília para tratar do tema. Representantes do governo estadual também estão em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, para dialogar com representantes dos movimentos indígenas e produtores rurais.
“Se as terras indígenas são reconhecidas, têm que ser respeitadas. Se as posses de terras dos empresários são reconhecidas, também precisam ser respeitadas”, disse.

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O secretário do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que acompanha a situação das turistas baleadas e declarou que o caso está relacionado a uma reivindicação histórica dos povos indígenas quanto à demarcação de territórios na região.
Em nota, o Ministério da Justiça informou que a Terra Indígena Comexatibá foi declarada posse permanente do povo Pataxó em novembro de 2025. O processo foi encaminhado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para continuidade dos trâmites, incluindo a demarcação física do território.
A Funai informou que acompanha o caso com preocupação e que o processo “de demarcação segue em curso, aguardando a fase final de homologação”. O órgão acrescentou que mantém articulação com forças de segurança e outras instituições federais para apuração dos fatos.
O Coletivo de Lideranças Indígenas da Terra Indígena Comexatibá afirmou que os disparos que atingiram as duas turistas gaúchas não foram feitos por integrantes do movimento.

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