Idosa de 65 anos é esfaqueada pelo companheiro na Bahia; suspeito fugiu
Idosa de 65 anos está em estado grave após tentativa de feminicídio
Uma idosa de 65 anos, identificada como Ana Maria da Conceição, foi vítima de uma tentativa de feminicídio nesta terça-feira (14), no distrito de Subaúma, em Entre Rios, no litoral norte da Bahia. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, Jadson Nunes Tavares.

De acordo com a filha da idosa, que preferiu não se identificar, o caso ocorreu na residência do suspeito, após a comemoração de um aniversário. O casal, que mantinha um relacionamento há cerca de quatro anos, teria iniciado uma discussão antes de o homem atacar a vítima com golpes de faca.
Após a agressão, o suspeito fugiu e, até o momento, não foi localizado. A familiar afirmou ainda que o padrasto é usuário de drogas.
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A vítima sofreu ferimentos no peito e nos braços. Ela foi socorrida inicialmente para uma unidade de saúde em Porto de Sauípe, mas deverá ser transferida ainda nesta terça-feira para o Hospital Dantas Bião, em Alagoinhas, onde passará por cirurgia.
O caso é investigado pela Delegacia Territorial de Entre Rios. A Polícia Civil informou que realiza diligências para localizar o suspeito.
'Feminicídio pode ser o primeiro ato de violência'
É de conhecimento público que a violência contra a mulher é um dos grandes problemas do Brasil. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública em 2024, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que 1.467 mulheres foram mortas no país em razão do gênero, o maior número registrado desde a publicação da lei que tipifica o crime, em 2015.
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Advogado e pesquisador associado do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (NEIM) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Eduardo Carvalho, de 37 anos, tem se debruçado sobre o tema desde 2010. Ele se dedicou a estudar programas voltados para homens autores de violência, chegando a ouvi-los em alguns trabalhos, mas os projetos mais recentes focam na reflexão sobre a responsabilização desses homens.
"Alguns elementos podem ser destacados. O feminicídio e a violência contra a mulher, de uma forma geral, são específicos porque encontram tolerância social. Nossa sociedade, de certa forma, ainda tolera ou legitima essa violência, devido ao nosso processo de socialização de gênero, que coloca as mulheres em uma condição de subordinação e discriminação", analisa Carvalho. Ele pondera, contudo, que também é evidente, nos últimos anos, um enfrentamento do tema nas esferas pública e política.

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