Homem que se passava por pastor é preso suspeito de aplicar golpes na Bahia
Homem que se passava por pastor responde por crimes patrimoniais em diversos estados, além da Bahia
Um homem que se passava por pastor, foi preso na manhã desta terça-feira (6), em Feira de Santana, no interior da Bahia. O suspeito, identificado como Ronny Kelton, de 42 anos, é investigado por aplicar golpes financeiros contra mulheres em diferentes estados do país.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Ronny mantinha um grupo em um aplicativo de mensagens no qual se apresentava como líder religioso. No espaço, publicava mensagens diárias com o objetivo de conquistar a confiança das vítimas. A partir daí, iniciava supostos relacionamentos afetivos e as convencia a realizar transferências bancárias em seu benefício.
As investigações apontam que o suspeito também responde por crimes patrimoniais em diversos estados, entre eles Bahia, Pernambuco, Sergipe, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Além de estelionato, Ronny Kelton é investigado por furto mediante fraude, uso de documento falso e invasão de dispositivo informático. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil representou pela prisão do investigado, após a constatação de sua responsabilidade penal.
O homem foi localizado em um imóvel no bairro da Conceição, em Feira de Santana, e encaminhado à unidade policial, onde teve cumprido um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal do município. Ele permanece custodiado e à disposição da Justiça.
Bahia é segundo estado mais violento do Brasil
A Bahia apareceu como o segundo estado mais violento do Brasil em 2024, de acordo com dados do Anuário de Segurança Pública. De acordo com o ranking, o Amapá lidera a lista dos estados mais violentos do Brasil, com uma taxa de 45,1 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem a Bahia (40,6), Ceará (37,5), Pernambuco (36,2) e Alagoas (35,4).
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Crimes Violentos Letais Intencionais
Entre janeiro e junho de 2025, a Polícia Civil registrou 378 homicídios dolosos - quando há intenção de matar -, sendo que 95% das vítimas eram homens e 5% mulheres. Foram contabilizados ainda 10 casos de latrocínio (roubo seguido de morte).
Em contraste aos dados recentes, divulgados pela segurança pública da Bahia, os dados do Instituto Fogo Cruzado, que acompanha a violência armada, indicam 485 mortos e 129 feridos na cidade. Embora o número de tiroteios tenha caído 9% em relação ao mesmo período de 2024 — passando de 917 para 839 episódios — houve um pequeno aumento no número de baleados.

Entre janeiro e junho, 864 pessoas foram atingidas por disparos, sendo que metade delas (50%) durante ações ou operações policiais. Dessas vítimas, 305 morreram e 42 ficaram feridas. Em relação às operações policiais, 42% dos tiroteios, 43,5% dos mortos e 26% dos feridos ocorreram durante confrontos com agentes. O número de chacinas policiais subiu de 17, em 2024, para 57 em 2025, enquanto as chacinas em geral aumentaram de cinco para 14 em um ano. O número de adolescentes baleados em ações policiais teve um aumento expressivo: de três, em 2024, para 14 em 2025 — alta de 367%.
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