Gestora de abrigo para idosos é condenada por maus-tratos em Salvador
A gestora do Lar Sagrada Família, Luzania Silva Oliveira, foi condenada a cinco anos, um mês e 15 dias de prisão
Por Bruna Castelo Branco.
A gestora da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) “Lar Sagrada Família”, Luzania Silva Oliveira, foi condenada a cinco anos, um mês e 15 dias de prisão pelos crimes de omissão de assistência, exposição a perigo e maus-tratos contra pessoas acolhidas no local.
A decisão da Justiça foi proferida no último dia 5 e teve como base denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da promotora de Justiça Ana Rita Cerqueira Nascimento.

Abrigo foi fechado após operação
A instituição, localizada no bairro de Alto de Coutos, em Salvador, foi interditada em outubro de 2025 após operação conjunta do MPBA, Vigilância Sanitária, secretarias municipais de Promoção Social e Saúde, além das polícias Civil e Militar.
Segundo a denúncia, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, a acusada manteve 19 pessoas em condições consideradas “desumanas e degradantes”. Entre os acolhidos estavam oito idosos e 11 pessoas com menos de 60 anos, algumas delas com deficiência.
As investigações apontaram que os residentes eram privados de alimentação adequada, higiene e cuidados básicos, situação que teria provocado lesões corporais e outras violações de direitos.
Cartões bancários eram retidos
Ainda conforme o Ministério Público, Luzania Silva Oliveira também retinha cartões bancários ligados a benefícios previdenciários e assistenciais dos acolhidos, apropriando-se dos valores recebidos pelas vítimas.
Durante a operação realizada no dia 6 de outubro de 2025, equipes encontraram quartos em condições precárias, colchões e camas com urina e fezes, ausência de fraldas e materiais de higiene, além de escassez de alimentos.

As equipes também identificaram medicamentos vencidos e número insuficiente de profissionais para atender os residentes.
Luzania foi presa em flagrante no dia da operação e permaneceu custodiada preventivamente durante toda a instrução criminal.
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