Estudante de enfermagem morta em Salvador relatou ameaças antes do crime: 'Evitando ficar na rua'
Estudante de enfermagem é executada a tiros na frente do companheiro, em Narandiba, em Salvador
Um áudio enviado por Denise Ramos dos Santos da Paixão, de 37 anos, a uma amiga antes de ser morta revela que a estudante de enfermagem relatava ameaças e temia a violência no bairro de Narandiba, em Salvador. Ela foi morta a tiros em via pública na tarde de quinta-feira (8).

Na mensagem de voz, Denise conta que havia se desentendido com uma vizinha e suspeitava que o vizinho estivesse envolvido em uma tentativa de invasão à sua casa. Ela também relata que já havia sido ameaçada por um homem conhecido como “Mochilhinha” e que estava evitando sair à rua por medo.
“Eu não sabia que ele ia fazer isso. A gente está achando que foi ela [vizinha] que mandou o pé aqui na porta”, diz Denise no áudio.
Segundo o relato, cerca de uma semana antes, o vizinho teria enviado um homem conhecido como “Mochilhinha” para ameaçá-la. Denise afirma ainda que já havia acionado a polícia por causa do episódio e que estava evitando ficar na rua por medo do que poderia acontecer.
“Não estou devendo nada a tráfico, não tô devendo droga, não devo nada”, declarou a estudante na mensagem.
O relato evidencia o temor da vítima diante das ameaças que dizia estar sofrendo. As circunstâncias e a possível relação entre os episódios relatados por Denise e o homicídio ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades.
Estudante foi morta a tiros em Narandiba
Denise foi morta a tiros no final da tarde de quinta-feira (8), no bairro de Narandiba, em Salvador. O crime aconteceu por volta das 17h50, na Avenida Edgard Santos, nas proximidades da Travessa Boa Esperança.

Segundo informações iniciais, três homens em motocicletas chegaram ao local e atiraram contra a vítima. Após os disparos, os suspeitos fugiram. Denise foi assassinada na frente do companheiro.
Casada e mãe de um filho, ela estudava para se tornar técnica de enfermagem.
O caso deve ser investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar a autoria, a motivação do homicídio e se as ameaças relatadas pela vítima têm relação com o crime.
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