Dois suspeitos de matar advogada são presos; cigano teria encomendado o crime
Dois suspeitos de envolvimento na morte da advogada Claudia Félix, de 51 anos, foram presos durante uma operação da Polícia Civil
Por Da redação.
Dois suspeitos de envolvimento na morte da advogada Claudia Félix, de 51 anos, foram presos durante uma operação da Polícia Civil realizada na madrugada desta terça-feira (4). Entre os presos estão o policial militar Rafael Costa Correia, de 29 anos, e o monitor de ressocialização Vinícius Caio Pereira da Conceição, de 27 anos, detido na saída do trabalho.
A advogada foi morta dentro de casa com três tiros na cabeça, no dia 25 de julho, no município de Tororó, interior da Bahia. Ela era prima da cantora Mara Maravilha.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a vítima teria sido assassinada após os suspeitos não conseguirem localizar o sobrinho dela, que seria o alvo inicial da cobrança.
Em entrevista ao repórter Diego Macedo, da TV Aratu, o delegado-chefe geral da Polícia Civil, André Viana, informou que o mandante do crime seria um cigano. Segundo ele, o assassinato teria sido encomendado por vingança, com a promessa de uma recompensa aos executores.
'Eles não acharam o sobrinho e mataram ela', afirma delegado
De acordo com a investigação, o crime teria relação com uma dívida de aproximadamente R$ 6 milhões atribuída ao sobrinho da vítima.
Segundo a polícia, o sobrinho da advogada teria alugado veículos de locadoras e vendido os carros para terceiros. A investigação aponta que a vítima não teria participação no suposto golpe, mas acabou sendo assassinada após os criminosos não encontrarem o familiar.
Ao todo, quatro suspeitos são investigados. Dois foram presos nesta terça-feira (3), e um terceiro já foi identificado e estaria foragido na Região Metropolitana de Salvador. O quarto envolvido ainda não teve a identidade confirmada.

Investigação aponta planejamento do crime
De acordo com a Polícia Civil, no dia 20 de julho, antes do assassinato, os suspeitos viajaram até a região. Eles teriam utilizado veículos alugados, sendo que um deles estava com a placa adulterada.
A polícia informou que os investigados passaram por três municípios: Tororó, Itambé e Itabuna. Na cidade de Itabuna, os suspeitos teriam ido até a residência do sobrinho da vítima, onde desceram armados e se apresentaram como policiais civis para fazer ameaças.
Depois, o grupo teria seguido para Tororó para monitorar a rotina da advogada. Conforme a investigação, o veículo usado no dia do crime foi alugado e utilizado na ação. A execução teria ocorrido por volta das 5h26 da manhã.
Suspeitos negam intenção de matar advogada
Em depoimento, o instrutor de ressocialização teria afirmado que a intenção inicial não era assassinar a advogada. Segundo a polícia, ele e o policial militar teriam ido ao local para realizar uma cobrança, enquanto os outros dois suspeitos seriam responsáveis pela execução do crime.
Durante a operação, foram apreendidos um colete balístico da Polícia Militar, pistolas, munições, algemas, celulares, carregadores, um dispositivo conhecido como “ouvido de policial” e outros materiais.
A Polícia Civil segue investigando a participação dos demais envolvidos e tenta localizar os suspeitos que permanecem foragidos.
Com informações da TV Aratu
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