Diretoria da Bamor é alvo de operação que investiga tortura dentro de sede em Salvador
Policial militar está entre os investigados em operação que investiga tortura dentro de sede da Bamor em Salvador
Por Ananda Costa.
Integrantes da presidência e da diretoria da Bamor são alvos de uma operação deflagrada na manhã desta segunda-feira (28), em Salvador, que investiga denúncias de tortura física e psicológica contra integrantes da própria torcida organizada. Um policial militar também está entre os alvos da ação.

A operação é realizada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com órgãos da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e das polícias Civil e Militar. Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos na capital baiana.
Segundo as investigações, pelo menos duas pessoas teriam sido submetidas a sessões de tortura dentro da sede da torcida organizada, em julho deste ano. As vítimas teriam sido pressionadas a admitir supostas irregularidades e, durante o episódio, teriam sofrido agressões físicas, ameaças, sufocamento e afogamento.
Ainda conforme as apurações, as agressões teriam durado horas e incluído o uso de objetos como tacos de beisebol, martelo e faca.
Além dos crimes relacionados à tortura, a operação também investiga suspeitas de roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa.
Outros casos envolvendo a Bamor

Ônibus sofrem vandalismo logo após começaram a circular pela cidade. Entre as ocorrências mais comuns estão pichações, chicletes colocados nas tomadas USB e adesivos de campanha eleitoral. Uma delas também chamou atenção, a Bamor, que é a torcida organizada do Bahia riscou espaços internos dos veículos.
Inclusive, o transporte público de Salvador deverá passar por mudanças após acordos firmados entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Prefeitura de Salvador. Os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), assinados nesta terça-feira (22), preveem a entrada de 330 novos ônibus no sistema e a retirada gradual de veículos mais antigos de circulação.
O secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, criticou os danos e afirmou que a conservação dos veículos deve ser uma responsabilidade compartilhada entre poder público e passageiros.
“É inaceitável que ônibus entregues há menos de uma semana já estejam danificados. Estamos falando de um investimento feito com dinheiro público para melhorar a vida da população”, afirmou.
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