Cuidadora é presa suspeita de agredir idosa de 78 anos em Salvador

Uma cuidadora de idosos foi presa suspeita de agredir uma idosa de 78 anos no bairro dos Barris, em Salvador

Por Da redação.

Uma cuidadora de idosos foi presa suspeita de agredir uma idosa de 78 anos no bairro dos Barris, em Salvador. O caso foi denunciado no último domingo (3), após a sobrinha da vítima presenciar as agressões.

Segundo informações registradas na Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso, a suspeita foi identificada como Norma de Jesus Sousa, que trabalhava como cuidadora da vítima, Maria das Candeias Pereira Santos.

Uma cuidadora de idosos foi presa suspeita de agredir uma idosa de 78 anos no bairro dos Barris, em Salvador. | Foto: Divulgação/Ascom-PCBA

De acordo com relato de um familiar, os episódios de violência aconteciam há cerca de quatro a seis meses. O denunciante afirmou ter presenciado agressões físicas recentes e relatou que a idosa chegou a pedir socorro durante as situações.

Ainda segundo a família, vizinhos também já haviam percebido sinais de possíveis maus-tratos.

De acordo com relato de um familiar, os episódios de violência aconteciam há cerca de quatro a seis meses. | Foto: Divulgação/SSP

A Polícia Militar foi acionada e conduziu a suspeita para a delegacia, onde ela permaneceu presa à disposição da Justiça. A audiência de custódia está prevista para esta segunda-feira (4).

O caso é investigado pela Polícia Civil e foi enquadrado como lesão corporal no contexto de violência doméstica, além de crime previsto no Estatuto da Pessoa Idosa.

Violência contra idosos no Brasil

O Brasil registra, em média, 20 denúncias de violência contra idosos por hora, segundo dados da central do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos. O levantamento mostra ainda que mais de 80% dos casos ocorrem dentro da casa da própria vítima.

Em um país que envelhece mais rápido do que o previsto, os números acendem um alerta: são quase 500 denúncias diárias, envolvendo desde abandono e golpes financeiros até insultos e agressões físicas. Muitas vezes, nem as vítimas nem os familiares reconhecem essas situações como crime.

A Bahia, por exemplo, abriga mais de 2,3 milhões de pessoas idosas e concentra o maior número de centenários do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Projeções indicam que, até 2070, quatro em cada dez baianos terão 60 anos ou mais.

Entre janeiro e outubro deste ano, foram registradas 151 mil denúncias, que resultaram em mais de um milhão de violações. A maior parte das vítimas é composta por mulheres idosas. Para ampliar a conscientização, a Associação Nacional do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos (Anampa) lançou uma cartilha com o lema “informar para proteger”, que reúne direitos, tipos de violência e sinais de alerta que devem ser observados.

O material também destaca que práticas comuns no convívio familiar, como reter documentos, apropriar-se da aposentadoria, impedir visitas ou proferir xingamentos, configuram violência.

Nos últimos anos, leis mais rígidas reforçaram as punições para maus-tratos, abandono e golpes. A nova portaria do Ministério dos Direitos Humanos determina prioridade às denúncias envolvendo pessoas com mais de 80 anos e estabelece um atendimento mais humanizado no Disque 100.

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