Apóstola baleada na cabeça morre após seis meses internada em Salvador

Apóstola baleada na cabeça chegou a ter previsão de alta em dezembro, mas permaneceu internada após infecção hospitalar

Por Anna Caroline Santiago.

Morreu na manhã desta terça-feira (6) a apóstola Carine Carvalho, de 47 anos. A líder religiosa não resistiu às sequelas de um tiro na cabeça, sofrido em julho do ano passado, no bairro da Engomadeira, em Salvador. Desde o atentado, Carine estava internada no Hospital de Cuidados Paliativos, no bairro de Monte Serrat.

Foto: Reprodução

De acordo com familiares, Carine chegou a receber previsão de alta no início de dezembro. No entanto, o retorno para casa foi cancelado após a detecção de uma infecção hospitalar. Entre as 6h e 8h desta manhã, a apóstola parou de responder às medicações, e o óbito foi confirmado pela equipe médica.

A reportagem tentou contato com o pastor Manoel da Lapa de Carvalho, marido da vítima, que também presenciou o crime, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

Relembre o caso

Carine e Manoel, integrantes da Igreja Batista Casa de Oração, retornavam do evento gospel Canta Bahia quando foram surpreendidos por homens armados, na noite de 5 de julho. Os filhos do casal estavam no veículo e presenciaram toda a ação criminosa, mas não ficaram feridos.

No dia do ataque, Carine foi socorrida para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), onde ficou internada na UTI. Com a melhora do quadro clínico, Carine foi transferida para o Hospital de Cuidados Paliativos, no Monte Serrat, onde seguiu em recuperação.

Moradores da Boca do Rio, o casal havia ido ao Parque de Exposições para o evento e, ao deixar um conhecido na Engomadeira, foi alvo dos disparos.

Segundo Manoel, ao chegar ao bairro ele chegou a se identificar a criminosos, mostrou a Bíblia e foi liberado para entrar na área. Na volta, no entanto, o carro da família foi atingido por diversos tiros.

Foto: Reprodução

Crimes em Salvador: saiba quais são os mais comuns

Entre janeiro e junho de 2025, a Polícia Civil registrou 378 homicídios dolosos - quando há intenção de matar -, sendo que 95% das vítimas eram homens e 5% mulheres. Foram contabilizados ainda 10 casos de latrocínio (roubo seguido de morte).

+ Mortos em chacinas policiais crescem 235% no primeiro semestre de 2025

No índice de 2024 do Anuário de Segurança Pública, que mede homicídios e lesões graves com intenção de matar, Salvador apresentou taxa de 52, enquanto a média nacional é 20,4. No total, foram registradas 1.335 mortes violentas na cidade nesse período, representando quase 30% do índice nacional em apenas seis meses.

Segundo o anuário, a capital baiana ultrapassou Macapá, capital do Macapá. A Bahia, por sua vez, é o segundo estado mais violento do país. Perde apenas para o Amapá. 

O sepultamento da apóstola está marcado para a quarta-feira, 7, às 11h, no cemitério Bosque da Paz, em Salvador.

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