Após vídeo em banheiro e agressões, Ufba toma medida contra deputado estadual
Universidade informou que registrará boletim de ocorrência após confusão envolvendo parlamentar e estudantes na Faculdade de Comunicação, em Salvador
Por Victor Hernandes.
A Universidade Federal da Bahia (Ufba) anunciou, nesta quinta-feira (20), medidas contra o deputado estadual Diego Castro (PL) após uma confusão registrada no prédio da Faculdade de Comunicação (Facom), no campus de Ondina, em Salvador.

Por meio de nota, a universidade classificou como “truculento” o episódio ocorrido durante o acolhimento dos calouros e informou que irá registrar um Boletim de Ocorrência (BO) contra o parlamentar. Segundo a instituição, o coordenador do Centro Acadêmico da Facom, Tobias Muniz, precisou passar por exame de corpo de delito após ser empurrado por integrantes da equipe que acompanhava o deputado.
A Ufba informou ainda que representantes da instituição estiveram na Superintendência da Polícia Federal para discutir um protocolo de cooperação “mais intenso” durante o período eleitoral. A intenção, segundo a universidade, é estabelecer medidas preventivas e efetivas para proteger a comunidade acadêmica.
A instituição também afirmou que outras medidas institucionais e jurídicas serão adotadas em razão do episódio. O Centro Acâdemimico também se pronunciou sobre o ocorrido e disse que o espaço foi invadido por Diego.
“Não vamos naturalizar essa ação truculenta. A Universidade não é lugar de intimidação, é lugar de gente que estuda, que pensa, que constrói. Quando um parlamentar entra em nosso espaço para humilhar, xingar e desrespeitar estudantes e o próprio Diretor da faculdade de Comunicação da Ufba, professor Washington Souza, ele não exerce mandato, ele pratica violência contra a própria democracia que jurou defender”, apontou o grupo.
Entenda a confusão
A confusão envolvendo Diego Castro e estudantes foi registrada na manhã desta quinta-feira (20), na Faculdade de Comunicação da Ufba, durante o acolhimento dos calouros no retorno das aulas do segundo semestre.
Segundo relatos de estudantes, o deputado esteve na instituição acompanhado de uma equipe e retirou adesivos de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que estavam colados em paredes da Faculdade de Comunicação.
Durante a passagem pela Facom, Diego Castro também gravou um vídeo dentro do banheiro feminino da unidade. O espaço é destinado a mulheres cisgênero, trans, travestis e pessoas não binárias. O conteúdo publicado pelo deputado nas redes sociais foi apontado como transfóbico por estudantes.
A presença do parlamentar provocou uma discussão com alunos. Vídeos registrados por estudantes mostram parte da equipe que acompanhava Diego Castro em confronto com alunos. Em determinado momento, segundo os registros, integrantes do grupo chegam a agredir estudantes.
As imagens também mostram o diretor da Faculdade de Comunicação, professor Washington Filho, tentando conter a confusão.
O confronto envolveu ainda Tobias Muniz, coordenador do Centro Acadêmico da Facom. Após o episódio, estudantes se reuniram em uma assembleia geral para discutir o ocorrido e definir o posicionamento da categoria.
Segundo Tobias, o parlamentar teria praticado atos de violência contra estudantes e desrespeitado o diretor da unidade.
“Ele agride estudantes, desrespeita o diretor da Faculdade de Comunicação e, entre outras coisas, nesse momento, após a gente sair ali da faculdade, estamos reunidos em assembleia geral para colocar o posicionamento dos estudantes da Faculdade de Comunicação e dizer que aqui fascista não se cria”, declarou.
Depois disso, o parlamentar também registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.
O que diz Diego Castro
Em nota enviada ao Aratu On, a assessoria de Diego Castro afirmou que o deputado foi à Universidade Federal da Bahia (Ufba) após receber uma denúncia de um estudante sobre a presença de adesivos em apoio a Jerônimo Rodrigues e Lula nas dependências da instituição.
A assessoria confirmou que o parlamentar retirou parte do material e afirmou que a iniciativa teve como objetivo questionar o uso de uma universidade pública para divulgação de conteúdo político-eleitoral.
“Universidade pública não é comitê eleitoral de Lula, de Jerônimo ou de partido nenhum. Se querem fazer campanha, que façam nas ruas, nos comitês e dentro das regras eleitorais. O que não pode é transformar um espaço mantido com dinheiro público em extensão de campanha política”, afirmou Diego.
O parlamentar disse ainda que a denúncia teria partido de um estudante incomodado com a presença dos adesivos.
“Recebemos a denúncia de quem estuda aqui e não aceita essa apropriação partidária. O estudante não pode entrar em uma universidade federal e ter a sensação de que está entrando em um diretório político. O espaço pertence a todos: a quem é de direita, de esquerda, de centro e a quem simplesmente não quer participar de política”, disse.
Diego Castro também afirmou que pretende cobrar esclarecimentos sobre os adesivos e defendeu que as mesmas regras sejam aplicadas independentemente do grupo político beneficiado.
“Não existe dinheiro público de esquerda ou de direita. Existe patrimônio público, e ele não pode ser apropriado eleitoralmente por quem quer que seja”, declarou.
Entenda a confusão
A confusão envolvendo Diego Castro e estudantes foi registrada na manhã desta quinta-feira (20), na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), durante o acolhimento dos calouros no retorno das aulas do segundo semestre.
Segundo relatos de estudantes, o deputado esteve na instituição acompanhado de uma equipe e retirou adesivos de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que estavam colados em paredes da Faculdade de Comunicação.
Durante a passagem pela Facom, Diego Castro também gravou um vídeo dentro do banheiro feminino da unidade. O espaço é destinado a mulheres cisgênero, trans, travestis e pessoas não binárias. O conteúdo publicado pelo deputado nas redes sociais foi apontado como transfóbico por estudantes.
A presença do parlamentar provocou uma discussão com alunos. Vídeos registrados por estudantes mostram parte da equipe que acompanhava Diego Castro em confronto com alunos. Em determinado momento, segundo os registros, integrantes do grupo chegam a agredir estudantes.
As imagens também mostram o diretor da Faculdade de Comunicação, professor Washington Filho, tentando conter a confusão.
O confronto envolveu ainda Tobias Muniz, coordenador do Centro Acadêmico da Facom. Após o episódio, estudantes se reuniram em uma assembleia geral para discutir o ocorrido e definir o posicionamento da categoria.
Segundo Tobias, o parlamentar teria praticado atos de violência contra estudantes e desrespeitado o diretor da unidade.
“Ele agride estudantes, desrespeita o diretor da Faculdade de Comunicação e, entre outras coisas, nesse momento, após a gente sair ali da faculdade, estamos reunidos em assembleia geral para colocar o posicionamento dos estudantes da Faculdade de Comunicação e dizer que aqui fascista não se cria”, declarou.

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