SUS inclui teste para rastrear câncer que afetou Preta Gil; entenda
Preta Gil morreu no último ano vítima de câncer colorretal; teste foi classificado como procedimento de atenção básica no SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incluir, nesta segunda-feira (10), o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela de procedimentos para o rastreamento do câncer colorretal, o mesmo tipo de câncer enfrentado pela cantora Preta Gil, que morreu em julho do último ano, aos 50 anos. O teste será destinado a homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira e já está em vigor. Apesar disso, o novo procedimento será registrado nos sistemas do SUS a partir do próximo mês.
O FIT será realizado a cada dois anos e consiste na pesquisa de sangue oculto nas fezes. O exame será oferecido na modalidade ambulatorial e foi classificado como procedimento de atenção básica.
Como funciona o teste
O Teste Imunoquímico Fecal é capaz de identificar pequenas quantidades de sangue nas fezes que não podem ser percebidas a olho nu. A presença desse sangue pode estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou ao próprio câncer colorretal.
O método utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, o que aumenta a precisão em comparação com métodos mais antigos de pesquisa de sangue oculto nas fezes.
Entre as vantagens do FIT estão a dispensa de preparo intestinal e de dieta restritiva antes da coleta. O procedimento também pode ser realizado com apenas uma amostra de fezes e é considerado menos invasivo, características que podem favorecer a adesão da população ao rastreamento.
Câncer de intestino, que acometeu Preta Gil, é o 2º em casos no Brasil

O câncer de intestino ou colorretal, que acometeu a cantora Preta Gil é o segundo tipo mais incidente no Brasil, tanto entre os homens quanto em mulheres, atrás apenas dos de próstata e mama, respectivamente. Os dados são da publicação "Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil", do Inca (Instituto Nacional de Câncer).
Ainda conforme o Instituto, são esperados cerca de 46 mil novos casos de câncer colorretal por ano, no período de 2023 a 2025, o que representa aproximadamente 10% de todos os tumores diagnosticados no Brasil, excluindo-se o câncer de pele não melanoma.
A mortalidade prematura por câncer de intestino entre pessoas de 30 a 69 anos pode aumentar em 10% até 2030. Essa é uma das conclusões do artigo "Os objetivos de desenvolvimento sustentável para o câncer podem ser cumpridos no Brasil?", escrito por pesquisadores do Inca e publicado na revista científica "Frontiers in Oncology".
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