Confira os municípios com casos confirmados de Mpox na Bahia

Casos de Mpox na Bahia foram confirmados pela Sesab nesta quinta-feira (19)

Por Ananda Costa.

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) confirmou, nesta quinta-feira (19), dois casos de Mpox na Bahia em 2026. Um dos registros é de Vitória da Conquista e o outro, em Salvador.

Casos de Mpox na Bahia. Foto: Freepik

A vítima de Vitória da Conquista não mora no município, mas deu entrada no Hospital Geral (HGVC). Até o momento, ela está isolada e segue em tratamento contra a doença.

Já o outro caso foi registrado em Salvador. O paciente é natural de Osasco (SP) e deu entrada em uma unidade de saúde da capital baiana.

Nas redes sociais, a secretaria aproveitou para desmentir a informação que circula de que a Bahia registra 38 casos confirmados de Mpox. No momento, há seis casos sob investigação, e nenhum tem qualquer relação com o Carnaval.

 

 

 

O que é Mpox?

A Mpox é uma doença zoonótica viral causada pelo vírus mpox (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e da família Poxviridae. É importante destacar que os primatas não humanos (macacos) não são reservatórios do vírus da varíola, anteriormente conhecida como monkeypox.

Inicialmente, os sintomas da doença incluem febre súbita, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. Após três dias, o paciente pode começar a desenvolver erupções cutâneas.

Algumas doenças que se manifestam de forma parecida são o sarampo, a herpes e a sífilis. Mas há alguns sinais específicos da Mpox como a progressão das erupções na pele, que vão de macular (tom avermelhado em determinada região da pele), papular (quando as feridas ganham elevações na pele), vesicular (as bolhas começam a surgir) e pustulosa (lesões se tornam pústulas, com pontas brancas e arredondadas), segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Casos no Brasil

Em 2024, o Brasil ultrapassou a marca de 1,5 mil casos de Mpox – antiga varíola dos macacos – em 2024. Segundo dados do Ministério da Saúde, atualizados nesta semana, foram notificadas 1.638 infecções confirmadas ou prováveis da doença até a terceira semana de novembro. Outros 437 casos, por sua vez, estão sob investigação.

Na época, a região Sudeste foi a mais afetada pela Mpox, concentrando 1.269 casos (77,5% do total de infecções no país). Tal número é liderado pelo estado de São Paulo, que contabiliza 886 casos (52,9%), seguido pelo Rio de Janeiro (320 – 19,5%). Amapá é a única unidade federativa que não registrou casos da doença em 2024.

Assim como relatado nos boletins anteriores, o principal perfil dos casos confirmados e prováveis é de pessoas do sexo masculino (1.542 do total de infecções) na faixa etária de 18 a 39 anos. Por enquanto, não foram registrados óbitos da doença este ano, apenas hospitalizações (129) e internações em Unidade de Terapia Intensiva (13).

Vacina

Foto: Freepik

No mesmo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a inclusão da vacina LC16m8 contra a mpox à lista de insumos de uso emergencial. Este é o segundo imunizante aprovado pela entidade para controle e prevenção da doença, declarada emergência global em agosto.

Dados da entidade revelam que, em 2024, foram notificados casos de mpox em pelo menos 80 países, incluindo 19 nações africanas. A República Democrática do Congo, país mais atingido, responde pela maioria de casos suspeitos.

LEIA MAIS: Governo confirma primeiro caso de nova cepa de mpox no Brasil

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