Mulher morre após passar mal em piscina de academia em São Paulo
Polícia Civil de São Paulo investiga morte de mulher de 27 anos após passar mal em piscina de academia. Marido também foi afetado e segue internado
Por Júlia Naomi.
Uma mulher de 27 anos morreu após passar mal na piscina de uma academia no bairro Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, neste sábado (7). O caso decorre de uma intoxicação por uma mistura de cloro e outro produto químico ainda não identificado, de acordo com informação divulgada nesta segunda-feira (9) pelo delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, ao SBT News. O marido dela e outras três pessoas foram internadas com os mesmos sintomas.

Mulher morre após passar mal em piscina de academia em São Paulo
A professora Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, passou mal durante uma aula de natação da academia C4 Gym, em São Paulo. Seu marido, Vinícius Oliveira, 31, também foi afetado. O casal foi levado ao Hospital Santa Helena, em Santo André, mas Juliana sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Vinícius segue internado em estado grave e entubado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Um adolescente de 14 anos também foi afetado após usar a mesma piscina e segue internado na UTI, recebendo tratamento com oxigênio. Outras duas pessoas, um homem e uma mulher de 37 anos, foram internadas e já receberam alta.
Suspeita de intoxicação
De acordo com a polícia e testemunhas, pouco tempo antes de sentirem mal-estar, Juliana e Vinícius relataram que o cheiro e o gosto da água da piscina estavam estranhos. Testemunhas afirmam que um funcionário teria jogado um produto químico na piscina momentos antes da aula, o que reforça a suspeita de intoxicação. A polícia apura qual substância teria sido utilizada.
A suspeita da polícia é de que um balde com produtos químicos tenha ficado entreaberto, causando uma reação que liberou gases e intoxicou os alunos, conforme informou o delegado titular do 42º DP, Alexandre Bento ao SBT News. Os produtos foram apreendidos e passarão por análise.

Ao vistoriar a academia, os investigadores identificavam diversas irregularidades. Os produtos de limpeza eram armazenados de forma inadequada e a instalação elétrica da piscina estava ligada à cozinha da academia, que funcionava sem alvará e foi interditada. O responsável pela limpeza da piscina era o manobrista do estabelecimento, que ainda não foi localizado pela polícia.
Em nota, a academia C4 Gym lamentou "profundamente" o ocorrido e afirmou que prestou atendimento imediato aos envolvidos, além de manter contato direto com as famílias. A diretoria do estabelecimento também afirma que está colaborando integralmente com as autoridades e oferecendo todo o suporte necessário.
Leia nota da academia na íntegra
"É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento de uma de nossas alunas. Estamos totalmente solidários à família e aos amigos, tendo nos colocado à disposição para todo o apoio necessário neste momento difícil.
Seguimos acompanhando de perto o estado de saúde dos demais alunos afetados e também prestando todo o apoio possível.
Gostaríamos de esclarecer que, assim que tomamos conhecimento do ocorrido, interrompemos imediatamente as atividades da piscina, acionamos o socorro e seguimos todas as orientações das autoridades competentes.
Estamos conduzindo uma rigorosa apuração interna e também colaborando com as autoridades competentes e com a investigação. Reforçamos nosso compromisso com a transparência junto aos nossos clientes, colaboradores, parceiros e autoridades.
Em sinal de respeito e luto, as unidades próprias, na cidade de São Paulo, permanecerão fechadas nesta segunda-feira.
Assim que tivermos novas informações confirmadas pelos órgãos responsáveis, voltaremos a nos manifestar por meio de nossos canais oficiais.
Atenciosamente,
Direção da C4 GYM"
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