MP-BA é acionado para investigar incêndio que atingiu 23 ambulâncias do Samu em Salvador
Conselho Estadual de Saúde quer esclarecer se os veículos estavam fora de operação e cobra informações sobre possíveis falhas de segurança no local do incêndio
Por Victor Hernandes.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) será acionado pelo Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) para acompanhar a apuração do incêndio que atingiu 23 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Salvador. O caso ocorreu no dia 10 de outubro, no Largo do Tamarineiro, no bairro do IAPI.

O Conselho cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias do incêndio, a situação dos veículos atingidos e possíveis falhas de segurança no local. O anúncio foi feito pelo presidente do CES-BA, Marcos Gêmeos. Segundo ele, é necessário esclarecer se todas as ambulâncias estavam em processo de desfazimento, ou seja, destinadas à retirada definitiva de circulação, e se já estavam fora de operação no momento do incêndio.
A entidade também pretende solicitar informações à Secretaria Municipal da Saúde (SMS) sobre as condições de segurança do local, os procedimentos administrativos relacionados aos veículos e as providências adotadas pela gestão municipal após a ocorrência.
“É preciso esclarecer se as 23 ambulâncias atingidas estavam realmente em processo de desfazimento. Queremos saber se todos esses veículos já estavam fora de operação ou se havia ambulâncias que ainda poderiam ser utilizadas no atendimento à população”, afirmou Marcos Gêmeos.
Conselho cobra esclarecimentos sobre segurança das ambulâncias
Além de verificar a situação de cada veículo, o CES-BA defende a apresentação de documentos que comprovem o processo de desfazimento das ambulâncias. O Conselho também quer informações sobre possíveis impactos do incêndio na capacidade de atendimento do Samu em Salvador.
Outro ponto levantado pela entidade é a possibilidade de ocorrência anterior que já tivesse indicado riscos à segurança do local. Caso tenha havido uma tentativa anterior de incêndio ou outro episódio semelhante, o Conselho defende que as circunstâncias e as providências adotadas à época sejam esclarecidas.
“Caso sejam identificadas falhas ou negligência, é necessário que os órgãos competentes apurem as responsabilidades e determinem as medidas cabíveis”, destacou o presidente do CES-BA.
A entidade também cobra medidas para evitar novos episódios e garantir a proteção dos veículos, da estrutura física e dos profissionais que atuam no serviço de urgência.
CES-BA defende transparência na apuração
Para o Conselho Estadual de Saúde, o acompanhamento do caso pelo Ministério Público é importante para verificar possíveis irregularidades nos procedimentos administrativos e nas condições de segurança do local.
O CES-BA reafirmou o compromisso com o controle social do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a fiscalização das políticas públicas de saúde. O objetivo é garantir que as circunstâncias do incêndio sejam esclarecidas e que eventuais responsabilidades sejam apuradas pelos órgãos competentes.

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