Lote do Mounjaro é apreendido pela Anvisa após suspeita de falsificação
Medida da Anvisa determina a apreensão imediata de um lote do Mounjaro e proíbe sua distribuição, venda e uso
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote do medicamento Mounjaro após identificar uma inconsistência que indica suspeita de falsificação. A medida também suspende todas as preparações magistrais produzidas pela Derme Ervas Farmácia de Manipulação Ltda. por irregularidades na comercialização de medicamentos manipulados.

Segundo a Anvisa, a empresa detentora do registro do Mounjaro no Brasil, Eli Lilly do Brasil Ltda., comunicou à agência a identificação no mercado de uma unidade do medicamento com o número de lote D881474, que é legítimo, mas com o número de série 302199651396, considerado incompatível com os registros oficiais da fabricante.
Diante da irregularidade, a agência determinou que os produtos identificados pelo lote D881474 e número de série 302199651396 sejam imediatamente apreendidos e não possam ser distribuídos, comercializados ou utilizados.
A Anvisa orienta que consumidores e profissionais de saúde adquiram medicamentos apenas em farmácias devidamente regularizadas, sempre na embalagem original, dentro da caixa, e com emissão de nota fiscal.
Caso seja identificada alguma unidade com suspeita de falsificação, a recomendação é não utilizar o produto e entrar em contato com a empresa responsável pelo registro do medicamento para verificar sua autenticidade.
O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo de medicamentos conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras". O medicamento é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e também vem sendo utilizado no controle da obesidade, sempre sob prescrição e acompanhamento médico.
Preparações suspensas
A resolução publicada pela Anvisa também determina a suspensão de todas as preparações magistrais elaboradas pela Derme Ervas Farmácia de Manipulação Ltda..
De acordo com o órgão, a empresa comercializava e fazia propaganda de produtos manipulados padronizados e não individualizados por meio de seu site, prática considerada irregular por descumprir a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 67/2007 e a Lei nº 6.360/1976.
Com a decisão, os produtos da farmácia não podem ser comercializados nem divulgados até que a situação seja regularizada. A Anvisa reforça que a compra de medicamentos deve ser feita apenas em estabelecimentos autorizados e que qualquer suspeita de falsificação deve ser comunicada às empresas responsáveis e às autoridades sanitárias.
Lotes falsificados de Mounjaro

Anvisa determinou na última sexta-feira (10), a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição e uso de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente procurado para controle de peso.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) após a fabricante do medicamento identificar produtos com características diferentes das originais.
Segundo a Anvisa, foram interditados os lotes D880403, MJR 257 e D854901, da apresentação de 15 mg, além do lote 855044, da versão de 10 mg.
De acordo com a fabricante Eli Lilly, responsável pelo registro do medicamento no Brasil, dois dos lotes não são reconhecidos pela empresa. Outros apresentaram irregularidades como número de série incompatível, dispositivo diferente do original e até erro de grafia na embalagem, com a palavra “soluction” no lugar de “solution”, confirmando a falsificação dos produtos.
A Anvisa esclareceu que, nos casos dos lotes D880403 e D854901, a determinação se aplica apenas às unidades falsificadas identificadas no mercado, sem afetar os produtos autênticos fabricados pela empresa.
Outras determinações da Anvisa
Colírios importados da França
Anvisa determinou a suspensão da importação de colírios importados, géis oftálmicos e outros medicamentos produzidos pela empresa Excelvision. Os produtos importados da França estão proíbidos de acordo com resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU).
A medida afeta diretamente os colírios Hyabak e Thealiz Duo, que tiveram suspensos todos os lotes produzidos na fábrica da Excelvision a partir do dia 5 de junho de 2026. A Anvisa também vetou a importação do medicamento Zonidra (20 MG/ML X 5 ML) que, embora possua registro regularizado no Brasil, nunca chegou a ser comercializado no mercado nacional.
A orientação oficial da autarquia é que os consumidores interrompam o uso desses produtos imediatamente, confiram a rotulagem para verificar o local de fabricação e entrem em contato com a empresa responsável
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