O que matou Eric Dane? Entenda a ELA, doença degenerativa rara
Entenda causas e sintomas de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença que causou a morte de Eric Dane, ator de Grey's Anatomy
Por Rosana Bomfim.
O ator Eric Dane, famoso por interpretar o Dr. Mark Sloan na série Grey’s Anatomy, morreu nesta quinta-feira (19), aos 53 anos, após complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), segundo confirmação da família à revista People.

Entenda o que é a ELA
A sigla ELA significa Esclerose Lateral Amiotrófica. O termo pode ser compreendido da seguinte forma:
Esclerose – endurecimento e cicatrização;
Lateral – refere-se à região lateral da medula espinhal afetada pela doença;
Amiotrófica – fraqueza que resulta na redução do volume do tecido muscular, ou seja, atrofia.
De acordo com o Ministério da Saúde, a ELA é uma doença degenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso e provoca paralisia motora irreversível.
Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e morte precoce em decorrência da perda de capacidades essenciais, como falar, movimentar-se, engolir e até respirar.
Não há cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica. Com o tempo, a pessoa perde progressivamente a capacidade funcional e de cuidar de si mesma.
O óbito, em geral, ocorre entre três e cinco anos após o diagnóstico. Cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos.
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No caso de Eric, o diagnóstico foi anunciado em abril de 2025. Na ocasião, o ator declarou: “A ELA é uma doença terrível”.

Principais causas
As causas da ELA ainda não são totalmente conhecidas. Sabe-se que, em cerca de 10% dos casos, a doença está relacionada a um fator genético hereditário.
Na prática, os neurônios responsáveis por enviar mensagens aos músculos se desgastam ou morrem, deixando de cumprir sua função.
Outros fatores que podem estar associados à ELA incluem:
Mutação genética;
Desequilíbrio químico no cérebro (níveis elevados de glutamato, substância tóxica para as células nervosas);
- Doenças autoimunes;
- Mau funcionamento no processamento de proteínas.
- Perda gradual de força e coordenação muscular;
- Dificuldade para realizar tarefas rotineiras, como subir escadas, andar e levantar-se;
- Dificuldade para respirar e engolir;
- Engasgos frequentes;
- Salivação excessiva;
- Alterações na fala (disfemia);
- Fraqueza nos músculos do pescoço, podendo causar “cabeça caída”;
- Cãibras e contrações musculares;
- Problemas de dicção, como fala lenta ou arrastada;
- Alterações na voz, como rouquidão;
- Perda de peso.
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