Cliente come bolo com rato morto, polícia acha fezes e urina de roedores na doceria e dona é presa
Após cliente encontrar rato morto em bolo, fiscalização identifica irregularidades e interdita dois locais
Por Bruna Castelo Branco.
Uma comerciante de 41 anos foi presa em flagrante nesta quarta-feira (14), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após uma denúncia de que um cliente encontrou um rato morto dentro de um bolo. Segundo a Polícia Civil, o consumidor já havia ingerido parte do alimento quando percebeu a presença do animal.
O produto foi comprado em uma unidade da Casa de Bolos, localizada no bairro de Cavalhada, na Zona Sul da capital gaúcha. Até o momento, a empresa não havia se pronunciado sobre o caso. Também não há informações de que o consumidor tenha apresentado problemas de saúde após ingerir o alimento.

A denúncia levou agentes da Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon), com apoio da Vigilância Sanitária e da 13ª Delegacia de Polícia da Capital, a fiscalizar dois estabelecimentos, um na Zona Sul e outro no Centro da cidade. Os dois locais foram interditados.
Fiscalização encontrou fezes e urina de roedores
Durante as inspeções, as equipes identificaram fezes e urina de roedores em diferentes pontos dos imóveis, além de produtos fora do prazo de validade e condições inadequadas de higiene, conforme a Polícia Civil.
Imagens divulgadas pela corporação mostram fezes espalhadas pela cozinha, inclusive sobre materiais utilizados no preparo dos alimentos.
A proprietária dos estabelecimentos, que não teve o nome divulgado, foi presa em flagrante sob suspeita de cometer crime contra as relações de consumo.

Cliente já havia comido parte do bolo
A titular da Decon, delegada Milena Simioli, destacou que o consumidor ingeriu parte do produto antes de perceber a presença do roedor.
“Nesse referido caso, o produto havia sido parcialmente consumido antes de o roedor ser identificado dentro do alimento”, afirmou a delegada ao jornal Zero Hora.
Segundo Simioli, as fiscalizações têm como objetivo evitar que consumidores sejam expostos a riscos e coibir infrações penais e administrativas relacionadas às condições sanitárias de estabelecimentos que produzem e comercializam alimentos.

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