Anvisa suspende lote de repelente por falha em teste de eficácia
Empresa informou que fará o recolhimento dos repelentes suspensos pela Anvisa
Por Ananda Costa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão do lote 61/411 do repelente contra insetos da marca Repele, fabricado pela empresa Mavaro Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. A medida proíbe a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos pertencentes ao lote afetado.

Segundo a Anvisa, a fabricante informou que realizará o recolhimento de todas as unidades do lote comprometido.
A decisão foi tomada após a confirmação de falhas em testes que avaliam a eficácia do produto. Em 20 de maio, a agência já havia interditado cautelarmente o mesmo lote com base em um laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz (Lacen-SP).
O documento apontou que o repelente foi reprovado no teste de IR3535, procedimento utilizado para verificar a eficácia do princípio ativo responsável pela proteção contra insetos.
O IR3535 é um composto sintético amplamente utilizado em repelentes. Ele atua criando uma barreira de odor sobre a pele, dificultando que os insetos identifiquem a presença humana por meio do sistema olfativo.
Repelentes suspensos pela Anvisa

Em abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição imediata da fabricação, distribuição, comercialização e uso de repelentes e protetores solares fabricados pela empresa Henlau Química. A medida inclui a obrigatoriedade de recolhimento dos produtos já disponíveis no mercado.
A decisão fundamenta-se em inspeções sanitárias realizadas entre os dias 14 e 17 de abril, que detectaram irregularidades graves no processo produtivo. Segundo o órgão regulador, os itens estavam sendo fabricados com fórmulas diferentes das aprovadas pela agência, o que compromete a eficácia e a segurança dos produtos.
A Anvisa destacou que a Henlau Química descumpriu as Boas Práticas de Fabricação (BPF), conjunto de normas essenciais que garantem a qualidade, a segurança e a padronização de produtos de saúde e higiene.
Já em junho de 2025, a Anvisa determinou que um "repelente fake" fosse apreendido devido a diversas irregularidades. Na decisão desta segunda-feira, o órgão aponta que o produto clandestino Repelex Spray Citronela está circulando em embalagem sem informações do fabricante e de origem desconhecida.
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