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TSE impede nova suspensão do canal 'Exército do Lula' antes do segundo turno

"Exército do Lula" já havia sido suspensa em outubro, após solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro

Por Anna Caroline Santiago.

O canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), não poderá ser suspenso ou sofrer novas restrições por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão foi tomada nesta sexta-feira (23) pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, apresentar um mandado de segurança preventivo à Corte.

TSE impede nova suspensão do canal 'Exército do Lula' antes do segundo turno. Foto: Divulgação

A medida ocorre em meio à discussão de uma proposta que prevê a suspensão de canais com conteúdo político-eleitoral e mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores à votação e nas 24 horas posteriores. A proposta foi encaminhada para análise do TSE na quinta-feira (22) e ainda precisa ser aprovada pelo plenário. Se receber aval, a regra poderá ser aplicada já no segundo turno das eleições.

Segundo Floriano de Azevedo Marques, o presidente do TSE não pode determinar a suspensão do canal ao avaliar administrativamente o cumprimento do acordo de integridade do processo eleitoral, firmado pelas plataformas que operam as redes sociais.

Na quinta-feira (22), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e determinou uma análise detalhada das publicações do “Exército do Lula”, que reúne quase 9,6 milhões de inscritos.

Entenda a polêmica envolvendo o canal de Lula

Foto: Divulgação

A discussão sobre a regulamentação dos canais políticos ganhou destaque após decisões divergentes do TSE sobre o funcionamento do “Exército do Lula”. Na última, o presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou a ferramenta de disseminar desinformação.

A decisão foi revertida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Ele entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a retirada do canal do ar e questionou a suspensão por via administrativa, já que o caso estava em tramitação judicial sob sua relatoria.

Posteriormente, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão. Dessa vez, o ministro argumentou que, apesar de ser administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal mantinha vínculo com a campanha oficial de Lula e, por isso, deveria estar registrado no TSE.

A ferramenta acabou sendo liberada novamente após o registro ser realizado pela campanha oficial.

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