Jaques Wagner rebate acusação de Vorcaro sobre suposta propina na Bahia
Jaques Wagner afirma que nunca teve relação com Daniel Vorcaro e classifica como falsas as acusações apresentadas em proposta de delação rejeitada pela PF e pela PGR
Por Da redação.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) rebateu nesta sexta-feira (25) a acusação atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de que o grupo político ligado ao parlamentar na Bahia receberia R$ 3 milhões por mês em suposta propina. Em vídeo publicado nas redes sociais, Wagner negou qualquer relação com Vorcaro e afirmou que as declarações são falsas.

A acusação consta de uma proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro, mas que, segundo o Uol, foi rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por insuficiência de elementos de corroboração. O ex-banqueiro afirmou que não teria presenciado o suposto acordo e que tomou conhecimento dos pagamentos por meio de seu ex-sócio Augusto Lima, que nega a acusação.
Jaques Wagner nega relação com Vorcaro
No vídeo, Jaques Wagner afirmou que seu nome estaria sendo novamente associado ao caso Banco Master por meio de declarações que classificou como falsas e oportunistas.
“Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro”, declarou o senador, que repetiu a afirmação ao longo do vídeo.
Wagner também disse que teriam sido criadas “sociedades e contratos falsos” para sustentar as acusações e afirmou que o episódio teria relação com a disputa eleitoral.
O senador citou ainda sua atuação no Congresso Nacional relacionada ao Banco Master. Segundo ele, Wagner assinou a criação da CPI do Master, defendeu a limitação dos juros para proteger consumidores e votou contra o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). “Eu nunca atuei a favor do banco”, afirmou.
Acusação consta de proposta de delação
De acordo com a reportagem do Uol publicada nesta sexta-feira, Vorcaro afirmou que duas modalidades de pagamento teriam chegado a R$ 3 milhões mensais destinados ao grupo político de Wagner.
A própria reportagem ressalta que o relato fazia parte de uma proposta de colaboração premiada que não foi aceita pela PF nem pela PGR, diante da avaliação de insuficiência de elementos que confirmassem as declarações. Vorcaro também teria deixado claro que não presenciou diretamente o suposto acerto.
Augusto Lima, citado como a pessoa que teria contado a Vorcaro sobre os pagamentos, nega a acusação.
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