Jaques Wagner diz que Coronel é ‘página virada’ na base de Jerônimo

Para Jaques Wagner, Coronel deu indícios de que pretendia migrar para a oposição, mesmo tendo recebido propostas para ser suplente ao Senado

Por Matheus Caldas.

O senador Jaques Wagner (PT) disse que o assunto Angelo Coronel (PSD) é página virada nas discussões envolvendo a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração foi dada nesta segunda-feira (9), em entrevista coletiva, ao repercutir a saída do colega de Senado do grupo governista.

O petista classificou como equivocada a condução de Coronel de tentativa de se tornar um quadro independente. “Não dá para ser independente tendo crescido junto com o grupo. Otto manteve a posição e eu agradeço. Não tem nada a criticar de Coronel. Eu acho que ele deu um passo que achou ser o melhor. Eu não acho que era o melhor”, ponderou.

Para Jaques Wagner, Coronel deu indícios de que pretendia migrar para a oposição, mesmo tendo recebido propostas para ser suplente ao Senado. “Uma proposta como essa ele também achou ruim. Mas tudo bem, ele foi e para mim é página virada”, afirmou, ao reconhecer que propôs um “mandato dividido”.

Nesta condição proposta, Coronel seria suplente, mas, eventualmente, assumiria o mandato, uma vez que Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), também pré-candidato ao Senado, poderiam se licenciar do Senado, caso eleitos, para ocupar ministérios no governo Lula (PT).

Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD) são senadores pela Bahia | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Ida de Coronel para oposição

Jerônimo Rodrigues até tentou despistar sobre o desembarque do senador da base. O governador disse que não havia encerramento oficial da parceria, apesar do anúncio feito por Coronel no final de janeiro. 

“Nós não encerramos esse processo ainda. Ainda está no âmbito do PSD. O senador Otto tem dirigido isso com tranquilidade, tentando achar uma saída para que a gente não possa perder ninguém. Não é interesse nosso. Mas, como está no âmbito do PSD, nós respeitamos a iniciativa individual do partido. [...] Estou fazendo um apelo para que o grupo não se desagregue”, disse o governador, na última segunda-feira (2).

O governador também destacou que a prioridade do grupo governista é manter a aliança com o PSD na Bahia, ressaltando o histórico de parceria administrativa e política com prefeitos, deputados estaduais e federais do partido.

Enquanto o processo se arrasta, a oposição corteja Coronel. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), defendeu o senador e afirmou que ele foi traído pelo PT.

Angelo Coronel | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Segundo o prefeito, a decisão de Coronel já estaria tomada e as tratativas com a oposição foram iniciadas. Bruno Reis afirmou ainda que partidos aliados demonstraram interesse em apoiar uma eventual candidatura do senador ao Senado.

“Tiraram o direito dele de disputar a reeleição, como fizeram com Lídice, João Leão, Pinheiro. A decisão está tomada por parte dele, de seguir o caminho dele e iniciar as tratativas conosco. A partir dessa semana, nós vamos discutir a forma. Muitos partidos da nossa base manifestaram o desejo de abrir as portas caso ele decida disputar a vaga ao Senado. Ele foi traído, ele é vítima nesse processo”, garantiu o gestor, na última semana.

Ao comentar a atuação do PT na disputa pelo Governo do Estado, Bruno Reis fez críticas à condução política da legenda em relação aos aliados. “O PT suga o sangue dos aliados, dá aquele abraço de urso e depois descarta”, disparou o prefeito.

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