Flávio Bolsonaro chama Renan Calheiros de "vagabundo" após relator da CPI sugerir prisão de Wajngarten por mentir
Tudo começou após serem constatados, por meio de capturas de telas e vídeos, que Wajngarten mentiu durante seu depoimento, o que é proibido por lei.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 gerou diversos debates na tarde desta quarta-feira (12/5), com direito a xingamentos entre senadores. Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) chamou o relator, Renan Calheiros (MDB-SE), de "vagabundo", após este último sugerir a prisão do depoente, o ex-secretário de comunicação Fábio Wajngarten.
Tudo começou após serem constatados, por meio de capturas de telas e vídeos, que Wajngarten mentiu durante seu depoimento, o que é proibido por lei. Entre as afirmações, ele disse que a Secretaria de Comunicação (SECOM) não havia divulgado a campanha "O Brasil não pode parar", publicada nas redes sociais da pasta; depois negou que estivesse trabalhando na época, embora em uma transmissão ao vivo no mesmo período ele disesse ao contrário; e negou falas de uma entrevista dada à Revista Veja, que comprovou com um áudio o que ele chamou a condução da saúde de "incopetente".
O relator, então, pediu a prisão de Wajngarten, visto que ele fez juramento em lei de não mentir no planalto. A mesma sugestão foi dada pelo Fabiano Contarato (Rede-ES), que é ex-delegado e citou diversas leis segundo as quais o ex-secretário deveria ser preso em flagrante. O presidente da comissão, Omar Azis (PSD-AM), entretanto, disse que "não é carceireiro" e não iria pedir a prisão.
Pouco depois, quando o presidente pedia suspensão da CPI por conta de uma outra seção agendada no senado, Flávio Bolsonaro pediu a palavra. Ele começou insinuado que o ex-ministro da Saúde, Luís Henrique Mandeta, deveria ter sido preso por também mentir em plenário, mas não especificou qual fala não era verdade ou apresentou algum tipo de prova. "É o cúmulo do absurdo um cidadão honesto ser preso por um vagabundo como Renan Calheiros", disse.
O relator respondeu: "Vagabundo é você, que rouba dinheiro dos seus funcionários". O senador Randolfe Rodrigues (Rede-PE), vice-presidente da CPI, chamou atenção publicamente do presidente para a quebra de decoro parlamentar pela agressão verbal, mas Aziz limitou-se a dizer que já haviam acontecido várias quebras de decoro deste tipo.
Acompanhe todas as notícias sobre o novo coronavírus.
Acompanhe nossas transmissões ao vivo e conteúdos exclusivos no www.aratuon.com.br/aovivo. Nos mande uma mensagem pelo WhatsApp: (71) 99986-0003.