Exclusivo: Padilha defende chapa com Haddad, Marina e Tebet em São Paulo

Em entrevista ao Aratu On, Ministro da Saúde descarta candidatura: Padilha defende chapa com Haddad, Marina e Tebet em São Paulo

Por João Tramm.

Em entrevista exclusiva ao Aratu On, Alexandre Padilha defende chapa com Haddad, Marina e Tebet em São Paulo. O ministro da Saúde descartou uma candidatura própria sua e afirmou que sua prioridade será a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu já anunciei que a única eleição que vou disputar este ano é apoiar o presidente Lula a ser reeleito”, afirmou Padilha. Segundo o ministro, o foco será impedir o retorno ao poder de grupos que, segundo ele, enfraqueceram o Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia. Padilha citou a condução da política de enfrentamento à Covid-19, a ausência de investimentos no SAMU e ataques ao Programa Nacional de Imunizações como exemplos do que classificou como retrocessos.

Exclusivo: Padilha defende chapa com Haddad, Marina e Tebet em São Paulo; Foto: Ricardo Stuckert/PR

Padilha esteve na Bahia neste último final de semana, Lula cumpre agenda na Bahia com entregas de ambulâncias e anúncios no Hospital Irmã Dulce. O presidente ainda deu entrevista exclusiva para TV Aratu, quando anunciou em primeira mão a criação do Ministério da Segurança Pública.

No papo com o Aratu On, o ministro ainda afirmou que vai voltar para Salvador junto com o presidente Lula. Os dois estarão presentes no sábado de carnaval. 

Padilha defende chapa com Haddad, Marina e Tebet em São Paulo

Ex-candidato ao governo paulista em 2014, Padilha também defendeu a construção de uma chapa for com Fernando Haddad para o governo e os nomes das ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) como apostas para o Senado.

Ao analisar o cenário paulista, Padilha destacou o peso estratégico do estado para o projeto nacional do PT. Ele lembrou que, em 2022, a chapa liderada por Fernando Haddad teve papel relevante na eleição de Lula e na formação de uma bancada expressiva de deputados federais.

“Foi uma chapa muito forte em São Paulo, que ajudou a eleição do presidente e apresentou um projeto alternativo para o estado”, disse. Para 2026, Padilha defende a repetição dessa estratégia. “Eu defendo que a gente repita essa dose, com o ministro Haddad como candidato ao governador”, afirmou.

O ministro também avaliou positivamente a possibilidade de Marina Silva disputar o Senado. Segundo ele, a ministra do Meio Ambiente teve votação expressiva como deputada federal e poderia fortalecer a chapa. Padilha ainda citou Simone Tebet como um nome de peso para compor o time. “Eu adoraria ter a ministra Tebet nessa chapa. Ela tem uma grande votação em São Paulo e um peso importante”, declarou.

Tebet é vista como uma forma da esquerda garantir votos e palanque de eleitores da centro-direita para o projeto de Lula e Haddad.

Contexto político

Padilha concorreu ao governo de São Paulo em 2014, quando foi derrotado ainda no primeiro turno, com cerca de 18% dos votos. Na ocasião, o então governador Geraldo Alckmin, à época no PSDB, venceu a disputa. Em 2022, Fernando Haddad perdeu o governo paulista para Tarcísio de Freitas, que hoje aparece como favorito à reeleição em 2026.

Nos bastidores, o nome de Padilha chegou a ser cogitado para a disputa estadual como forma de reorganizar o campo governista e evitar uma repetição do confronto Haddad x Tarcísio em 2030. A avaliação é que sucessivas derrotas poderiam consolidar um ambiente de “já ganhou” para a direita, com reflexos inclusive na eleição presidencial.

Apesar dessas especulações, Padilha foi direto ao afastar qualquer ambição pessoal. Para ele, a prioridade é montar uma chapa competitiva em São Paulo que apresente um projeto alternativo ao atual governo estadual e fortaleça a campanha de Lula no plano nacional. “Acho que é uma chapa forte, que pode dar uma grande contribuição para a eleição do presidente”, concluiu.

À frente do Ministério da Saúde, Padilha disse que pretende concentrar esforços na ampliação das cirurgias eletivas, na retomada da vacinação e na modernização tecnológica do SUS. “Minha dedicação ao longo de todo o ano vai ser tocar as ações do ministério e ajudar politicamente aquilo que o presidente Lula quiser para a reeleição dele”, reforçou.

Padilha e Lula na Bahia; Foto: Feijão Almeida/GOVBA

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