Exclusivo: Padilha defende chapa com Haddad, Marina e Tebet em São Paulo
Em entrevista ao Aratu On, Ministro da Saúde descarta candidatura: Padilha defende chapa com Haddad, Marina e Tebet em São Paulo
Por João Tramm.
Em entrevista exclusiva ao Aratu On, Alexandre Padilha defende chapa com Haddad, Marina e Tebet em São Paulo. O ministro da Saúde descartou uma candidatura própria sua e afirmou que sua prioridade será a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Eu já anunciei que a única eleição que vou disputar este ano é apoiar o presidente Lula a ser reeleito”, afirmou Padilha. Segundo o ministro, o foco será impedir o retorno ao poder de grupos que, segundo ele, enfraqueceram o Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia. Padilha citou a condução da política de enfrentamento à Covid-19, a ausência de investimentos no SAMU e ataques ao Programa Nacional de Imunizações como exemplos do que classificou como retrocessos.

Padilha esteve na Bahia neste último final de semana, Lula cumpre agenda na Bahia com entregas de ambulâncias e anúncios no Hospital Irmã Dulce. O presidente ainda deu entrevista exclusiva para TV Aratu, quando anunciou em primeira mão a criação do Ministério da Segurança Pública.
No papo com o Aratu On, o ministro ainda afirmou que vai voltar para Salvador junto com o presidente Lula. Os dois estarão presentes no sábado de carnaval.
Padilha defende chapa com Haddad, Marina e Tebet em São Paulo
Ex-candidato ao governo paulista em 2014, Padilha também defendeu a construção de uma chapa for com Fernando Haddad para o governo e os nomes das ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) como apostas para o Senado.
Ao analisar o cenário paulista, Padilha destacou o peso estratégico do estado para o projeto nacional do PT. Ele lembrou que, em 2022, a chapa liderada por Fernando Haddad teve papel relevante na eleição de Lula e na formação de uma bancada expressiva de deputados federais.
“Foi uma chapa muito forte em São Paulo, que ajudou a eleição do presidente e apresentou um projeto alternativo para o estado”, disse. Para 2026, Padilha defende a repetição dessa estratégia. “Eu defendo que a gente repita essa dose, com o ministro Haddad como candidato ao governador”, afirmou.
O ministro também avaliou positivamente a possibilidade de Marina Silva disputar o Senado. Segundo ele, a ministra do Meio Ambiente teve votação expressiva como deputada federal e poderia fortalecer a chapa. Padilha ainda citou Simone Tebet como um nome de peso para compor o time. “Eu adoraria ter a ministra Tebet nessa chapa. Ela tem uma grande votação em São Paulo e um peso importante”, declarou.
Tebet é vista como uma forma da esquerda garantir votos e palanque de eleitores da centro-direita para o projeto de Lula e Haddad.
Contexto político
Padilha concorreu ao governo de São Paulo em 2014, quando foi derrotado ainda no primeiro turno, com cerca de 18% dos votos. Na ocasião, o então governador Geraldo Alckmin, à época no PSDB, venceu a disputa. Em 2022, Fernando Haddad perdeu o governo paulista para Tarcísio de Freitas, que hoje aparece como favorito à reeleição em 2026.
Nos bastidores, o nome de Padilha chegou a ser cogitado para a disputa estadual como forma de reorganizar o campo governista e evitar uma repetição do confronto Haddad x Tarcísio em 2030. A avaliação é que sucessivas derrotas poderiam consolidar um ambiente de “já ganhou” para a direita, com reflexos inclusive na eleição presidencial.
Apesar dessas especulações, Padilha foi direto ao afastar qualquer ambição pessoal. Para ele, a prioridade é montar uma chapa competitiva em São Paulo que apresente um projeto alternativo ao atual governo estadual e fortaleça a campanha de Lula no plano nacional. “Acho que é uma chapa forte, que pode dar uma grande contribuição para a eleição do presidente”, concluiu.
À frente do Ministério da Saúde, Padilha disse que pretende concentrar esforços na ampliação das cirurgias eletivas, na retomada da vacinação e na modernização tecnológica do SUS. “Minha dedicação ao longo de todo o ano vai ser tocar as ações do ministério e ajudar politicamente aquilo que o presidente Lula quiser para a reeleição dele”, reforçou.

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