Dra. Raíssa critica neutralidade de ACM Neto no primeiro turno e defende união para disputa presidencial
Segundo Dra. Raissa (PL), a derrota de ACM Neto foi devido à falta de alinhamento explícito com seu candidato à Presidência
Por João Tramm.
A deputada federal eleita Dra. Raíssa Soares (PL-BA) criticou a estratégia adotada pela chapa de ACM Neto (União Brasil) no primeiro turno das eleições estaduais da Bahia. Em entrevista ao programa Linha de Frente, da rádio Antena 1, a bolsonarista afirmou que a ausência de um posicionamento explícito em favor do candidato à Presidência apoiado por seu grupo prejudicou o desempenho eleitoral da oposição no estado.
A Bahia terá seis mulheres na Câmara dos Deputados na próxima legislatura, uma a mais do que no período anterior. Dra. Raissa configura como uma dessas novidades na representação feminina no Congresso Nacional.

Dra. Raíssa critica neutralidade de ACM Neto
Na avaliação de Dra. Raíssa, a decisão de não associar claramente a candidatura estadual ao projeto presidencial. Ela considera que uma aliança apresentada de forma mais transparente poderia ter levado a disputa pelo governo baiano ao segundo turno, em vez da vitória de Jerônimo Rodrigues (PT) ainda na primeira etapa.
"Infelizmente a Bahia perdeu muito no primeiro turno quando o nome de Flávio Bolsonaro não apareceu no tempo de televisão, quando o nome de Flávio Bolsonaro não apareceu no material de campanha. O nome de Flávio Bolsonaro foi ocultado no primeiro turno e isso foi visto nas urnas com 55% para Jerônimo", declarou.
Apesar das críticas à condução da campanha estadual, a deputada eleita defendeu uma aproximação entre os grupos políticos para a disputa presidencial. Segundo ela, o momento exige a união de forças em torno do objetivo nacional, e eventuais apoios de aliados de ACM Neto devem ser recebidos positivamente.
Dra. Raíssa defende união de forças no segundo turno
Ao avaliar o cenário após o primeiro turno, a deputada eleita separou as divergências sobre a estratégia adotada na Bahia da necessidade de articulação para a eleição presidencial. Para ela, mesmo com as discordâncias sobre a campanha estadual, a prioridade agora deve ser ampliar a mobilização em torno do candidato de seu campo político.
A crítica à neutralidade de ACM Neto está relacionada, segundo Raíssa, à forma como a chapa apresentou sua posição política durante a campanha. A deputada entende que a falta de associação explícita com a candidatura presidencial dificultou a identificação entre os projetos estadual e nacional perante os eleitores baianos.
Ainda assim, a futura parlamentar sinalizou abertura após Neto oficializar apoio a Flavio Bolsonaro:"Agora é somar força porque o objetivo é reeleger Flávio Bolsonaro, toda a ajuda é importante. Como que as pessoas serão trazidas e como é que elas vão ser tratadas? Eu da minha parte eu vou dizer: sejam todos bem-vindos ao time Flávio Bolsonaro."
Deputada comenta possibilidade de assumir Ministério da Saúde
Durante a entrevista, Dra. Raíssa Soares também foi questionada sobre a possibilidade de assumir o Ministério da Saúde em um eventual governo de seu grupo político. Médica de formação, ela demonstrou disposição para contribuir, mas ponderou que a discussão sobre cargos não deve ocupar o centro das atenções neste momento.
Ao abordar a hipótese, a deputada declarou que “numa guerra a gente não recusa nenhuma batalha”.
A parlamentar ressaltou, porém, que a prioridade imediata deve ser a campanha eleitoral. Na avaliação dela, as lideranças precisam concentrar esforços no trabalho de campo, na mobilização dos eleitores e na articulação política para o segundo turno, deixando eventuais definições sobre a composição de um governo para outro momento.
Assista à entrevista:
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