Companhias aéreas cancelam voos do Brasil para a Venezuela após invasão dos EUA

As companhias aéreas Latam e Azul anunciaram a suspensão temporária de voos após os ataques dos EUA à Venezuela

Por Bruna Castelo Branco.

As companhias aéreas Latam e Azul anunciaram a suspensão temporária de voos com destino a Curaçao e Aruba após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela. A medida foi adotada em razão das restrições no espaço aéreo da região.

A Latam informou que os voos foram cancelados neste sábado e domingo (3 e 4). Já a Azul suspendeu as operações entre Confins, em Minas Gerais, e Curaçao, nos dois sentidos, entre domingo e segunda-feira (4 e 5).

As companhias aéreas Latam e Azul anunciaram a suspensão temporária de voos após os ataques dos EUA à Venezuela. | Foto: Ilustrativa/Pexels

A Gol, por sua vez, destacou que os voos com origem ou destino em Caracas seguem suspensos por tempo indeterminado, conforme decisão anunciada anteriormente, em dezembro de 2025.

Nota da Azul

“A Azul informa que, em razão das restrições no espaço aéreo da Venezuela, precisou cancelar os voos entre Confins-Curaçao, de domingo (04) e segunda-feira (05), nos dois sentidos.

A Companhia ressalta que os Clientes impactados irão receber toda a assistência prevista na Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Com o objetivo de minimizar os impactos aos seus clientes, a Azul está flexibilizando sua política de remarcação. Dessa forma, passagens emitidas para os dias 04 e 05 de janeiro de/para Confins-Curaçao poderão ser remarcadas sem custo, desde que as alterações sejam feitas até os dias 18 e 19 de janeiro. Os clientes também poderão manter os valores em créditos para serem usados na Azul.

A Companhia lamenta eventuais transtornos causados aos clientes e reforça que ações como essa são necessárias para garantir a segurança de suas operações, valor primordial para a Azul”.

Foto: Ilustrativa/Pexels

Nota da Latam

“Considerando o contexto atual na Venezuela e priorizando a segurança de seus passageiros e tripulação, a Latam Airlines Colômbia e a Latam Airlines Peru cancelaram seus voos para Aruba e Curaçao durante as próximas 48 horas (3 e 4 de janeiro).

Os passageiros com voos nas rotas e datas mencionadas poderão solicitar, através da seção ‘Minhas Viagens’ em nosso aplicativo Latam ou em latam.com, uma das seguintes alternativas:

Alterar a data ou o voo na mesma categoria de cabine, sujeito à disponibilidade, sem diferença de tarifa durante um ano a partir da data de emissão do bilhete; ou solicitar o reembolso do bilhete, incluindo assentos, bagagens ou outros serviços opcionais (auxiliares).

Os passageiros afetados estão sendo contatados proativamente através dos dados registrados em suas reservas.

Além disso, os passageiros com voos programados nas rotas para Aruba e Curaçao entre 5 e 10 de janeiro de 2026 também terão as mesmas flexibilidades e poderão fazer alterações de data ou solicitar o reembolso em até um ano a partir da emissão do bilhete.

Adicionalmente, a Latam Airlines esclarece que não opera voos de/para a Venezuela.

A Latam Airlines continuará monitorando a situação e informará qualquer novidade por seus canais oficiais”.

Durante a madrugada deste sábado, uma série de explosões foi registrada em Caracas, capital venezuelana. | Foto: Redes Sociais/Mohamad Safa/ONU

Nota da Gol

“A Gol informa que os voos da companhia que teriam como origem ou destino o Aeroporto de Caracas (CCS) seguem suspensos temporariamente conforme decisão comunicada em dezembro de 2025.

Clientes que compraram bilhetes diretamente com a GOL seguem podendo pedir crédito ou reembolso diretamente na Central de Atendimento 0300-115-2121 (Brasil) ou +55 11 3471 2973 (exterior).

Clientes cujos bilhetes foram comprados com milhas podem realizar a gestão de suas reservas diretamente com a Smiles pelo telefone 0300 115 7001 (Smiles ou Prata) ou 0300 115 7007 (Ouro ou Diamante), e aqueles que adquiriram bilhetes com agências devem procurar a própria agência”.

Invasão dos EUA à Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, neste sábado (3), que forças norte-americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita por meio de uma rede social.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com a esposa, e retirado do país por via aérea”, escreveu Trump.

Segundo o presidente norte-americano, a ação foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos. Trump não informou para onde Maduro e a esposa foram levados.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que não sabe onde Maduro está e exigiu do governo norte-americano uma prova de vida do presidente. Horas depois, Trump publicou uma imagem de Maduro em um ambiente que aparenta ser o interior de uma aeronave ou embarcação militar, com o rosto e os ouvidos cobertos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou, neste sábado (3), uma imagem do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. | Foto: Redes Sociais

Durante a madrugada deste sábado, uma série de explosões foi registrada em Caracas, capital venezuelana. De acordo com a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos.

Moradores de diferentes bairros relataram tremores, ruído de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, principalmente nas imediações da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

Logo após o início dos ataques, o governo da Venezuela divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque e informou que o presidente havia convocado forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização.

“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto.

O que disse Lula

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro, ação que Lula chamou de “afronta gravíssima a soberania” do país. Na postagem feita nas redes sociais, o presidente cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", disse Lula.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também condenou à invasão dos Estados Unidos a Venezuela. Nas redes sociais, Jerônimo afirmou atuar para ajudar baianos que estão no país vizinho. "O Governo da Bahia está atuando para identificar a situação dos baianos que se encontram na Venezuela e agindo para que suas necessidades sejam atendidas pela Embaixada do Brasil naquele país, em conjunto com as dos demais brasileiros, bem como junto ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania".

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