Após invasão à Câmara, Prefeitura de Salvador demite servidores
Portaria conjunta publicada no Diário Oficial aplica demissão a três servidores e absolve quatro investigados no processo que apurou os episódios registrados durante a votação do reajuste na Câmara de Salvador
Por Da redação.
A Prefeitura de Salvador determinou a demissão de três servidores, os guardas civis municipais Bruno da Cruz Carianha e Marcelo da Rocha Oliveira, além do agente de trânsito Helivaldo Passos de Alcantara, após a invasão à Câmara Municipal durante a votação do reajuste salarial dos servidores, caso que está próximo de completar um ano.

A decisão da gestão municipal foi publicada como parte final do Processo Administrativo Disciplinar que apurou a invasão ao plenário e as agressões a vereadores.
A Portaria Conjunta (CGM-GCM-SMS-Transalvador-Semop), que está disponível no Diário Oficial do Município, teve como base o relatório final do PAD nº 152392/2025 e pareceres da Procuradoria Geral do Município, que deliberou pela aplicação da pena de demissão com fundamento no Estatuto do Servidor Público Municipal e no Regime Disciplinar da Guarda Civil Municipal.
O documento ainda decidiu pela absolvição de quatro dirigentes sindicais investigados: Everaldo Alves de Oliveira Braga, técnico em enfermagem; Judário da Silva Santos, agente de trânsito; Lilia Pereira Costa Cordeiro, enfermeira; e Pedro Barreto Ribeiro, salva-vidas.
Invasão à Câmara
Uma confusão generalizada tomou conta da Câmara Municipal de Salvador no dia 22 de maio de 2025, após sindicalistas, que se apresentaram como professores da rede municipal, invadirem o plenário e agredirem vereadores durante a sessão. A sessão trata do reajuste salarial da categoria.

O ato teria sido liderado por Bruno Carianha, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Salvador (Sindseps), que, durante o protesto, tomou o microfone das mãos do vereador Sidininho, provocando uma reação imediata dos parlamentares.
O vereador Maurício Trindade empurrou Carianha, e a partir daí se instaurou uma confusão generalizada, com empurra-empurra, gritaria e acusações. Na ocasião, a manifestação acabou levando à suspensão da sessão plenária.
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