O goleiro Bruno não vai mais ser contratado pelo Fluminense de Feira. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira (7/1), pelo presidente Ewerton Carneiro, mais conhecido como Pastor Tom, durante entrevista coletiva transmitida, ao vivo, em sua conta no Instagram.

A possível contratação do antigo arqueiro do Flamengo repercutiu bastante nas redes sociais, dividindo a opinião dos usuários. Enquanto alguns acreditam que ele deve ter uma segunda chance, outros questionam se ele deve recomeçar no futebol, onde teria o papel de "ídolo" mesmo após mandar a mãe de seu filho.

Mesmo com a repercussão, um dos principais motivos para não contratar Bruno, segundo Pastor Tom, foi financeiro. Ele alegou que poderia pagar três jogadores pelo mesmo valor do goleiro. O vídeo da entrevista, porém, foi excluído do perfil do presidente do clube, no Instagram.

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Pastor Tom durante coletiva; vídeo foi excluído de rede social

NOTA OFICIAL

Um tempo depois da entrevista coletiva, o Fluminense de Feira emitiu uma nota oficial sobre a desistência. No texto, foi confirmado que houve influência da "pressão" da torcida, especialmente a feminina. O clube pediu, ainda, para que as "mesmas pessoas que usaram as redes sociais para criticar" passassem, agora, a auxiliar o tricolor -- inclusive se associando ao mesmo.

Confira abaixo, na íntegra:

"Devido à grande manifestação de uma parte da torcida, em especial a torcida feminina, e da grande movimentação nas redes sociais, a diretoria do Fluminense de Feira desistiu da contratação do goleiro Bruno Fernandes, ex-Flamengo. Pedimos aos mesmos que usaram as redes sociais para criticarem a possível contratação que agora usem as mesmas para auxiliar o Fluminense de Feira e até mesmo se associando ao clube. O Gigante precisa do seu apoio".

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HISTÓRICO 

Bruno cumpre pena em regime semiaberto por causa do assassinato e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samúdio, em 2010, com quem teve um filho.

Preso em setembro de 2010 e condenado em março de 2013, ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu sem ser julgado em segunda instância. As penas válidas somadas, então, são de 20 anos e 9 meses. Atualmente, o goleiro cumpre pena em regime semiaberto domiciliar em Varginha, onde está desde abril de 2017. 

O clube mineiro Poços de Caldas foi o último time em que o goleiro trabalhou. A contratação durou cerca de dois meses e apenas 45 minutos de jogo. O contrato dele com o time foi rescindido em comum acordo. Segundo o presidente do clube, Paulo César Silva, o contrato não era viável para nenhuma das partes envolvidas. Bruno tinha um salário incompatível com a realidade do Poços de Caldas e estava com salários atrasados.

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