Olá, seja bem vinda(o) de volta! Se você chegou até aqui, acredito que tenha se identificado com o texto da semana passada ou com o título da matéria de hoje. De qualquer forma, espero que as próximas linhas possam te trazer alguma reflexão. 

Você pode estar se perguntando o real motivo por trás do título dessa matéria. “A vida não é apenas pagar boletos” é uma frase tão simples, mas que pode dizer muito. Crescemos com a ideia de que o trabalho é algo árduo e que é apenas um meio para pagarmos as contas no final do mês, afinal, precisamos sobreviver, não é mesmo?

Parte desse pensamento tem origem na época da Revolução Industrial em que havia uma grande engrenagem na qual os trabalhadores precisavam apenas fazê-la funcionar. O trabalho tinha cargas horárias excessivas e, se o trabalhador não aguentasse a jornada, era substituído. Não havia espaço para conversas. Contudo, mesmo após a Revolução Industrial, a conexão de “trabalho” com algo não prazeroso e com a ideia de ser apenas um meio de sobrevivência tem se mostrado muito frequente.

Entretanto, nos dias atuais, principalmente com as novas gerações ingressando no mercado, o significado de trabalho vem, aos poucos, precisando ser revisto, tendo em vista que os Millennials e a Geração Z trazem alguns aspectos imprescindíveis para trabalharem, pois em grande parte expressam preferência maior pela satisfação no trabalho do que por a remuneração propriamente dita. Por exemplo, de acordo com uma pesquisa feita pela Fundação Estudar com mais de 1 mil jovens que pertencem ao grupo classificado como geração Z - pessoas que nasceram entre 1995 e 2010 (atualmente com 10 a 25 anos) -, cerca de 95% dos jovens que responderam à pesquisa valorizam se as empresas têm um propósito alinhado, 94% valorizam que a empresa respeite a diversidade e 97% valorizam a transparência na passagem das informações. 

Não me entenda mal, o trabalho é sim uma fonte de renda e sobrevivência. Mas será que apenas isso? Dados como os de cima têm se mostrado cada vez mais presentes e, com isso, estampado uma nova forma de enxergar o nosso dia a dia. 

Vamos lá, pensa comigo: passamos um terço das nossas vidas trabalhando. Assim, por vezes, passamos mais tempo com nossos colegas de trabalho do que com nossa família. Então, já que passamos em média cerca de 110 mil horas da nossa vida trabalhando, por que não sentir emoções positivas ao trabalhar? Por que o trabalho precisa ser apenas para pagar boletos no final do mês?

Em verdade, antes de chegarmos aqui nos possíveis caminhos que abordam o macro “eu amo meu trabalho” ou “não me sinto preenchida(o) com meu trabalho”, pois esse será um tema para outra semana, quero te levar para o micro, ou seja, para algumas pequenas coisas no seu dia a dia que você pode fazer diferente e que, possivelmente, te trarão mais emoções positivas. Por exemplo, estudos apontam que pessoas que sentem ter oportunidades de amizade no trabalho sentem mais emoções positivas e são mais envolvidas com ele. Assim, se fizer sentido pra você, que tal começar a se relacionar de forma mais genuína com alguns colegas de trabalho? 

Nessa linha, quando falamos de estresse, descanso durante o dia é realmente essencial, tendo em vista que as férias são importantes para desestressar, mas os benefícios se dispersam rápido quando volta ao dia a dia. Ainda, no dia a dia, acreditar em você mesmo é fundamental. No livro “O Jeito Harvard de Ser Feliz”, Shawn Achor apresenta um estudo com contadores recém formados e conclui que aqueles que acreditavam que conseguiriam realizar o objetivo estabelecido foram os que efetivamente tiveram os melhores desempenhos no trabalho. Por fim: o que acha de personalizar seu espaço de trabalho e adotar o verde? Estudos apontam que pessoas com plantas em seus escritórios e com materiais pessoais no trabalho sentem um impacto em suas emoções positivas.

Com isso em mente, quero te convidar a pensar comigo: será que hoje, no seu trabalho, tem algo que você possa fazer para ter mais emoções positivas? Será que o trabalho precisa mesmo ser apenas fonte de sobrevivência? Será que conseguimos achar mais formas de sorrir durante o dia? Se passamos mais tempo trabalhando do que em casa na nossa vida, será que o trabalho não deveria ser algo, no mínimo, prazeroso?
Bom, chegamos ao final do texto de hoje e deixo vocês com esse pensamento.

Como sempre digo: se essas linhas te trouxeram alguma reflexão, minha missão foi cumprida. 

Um lindo final de semana pra vocês!

Com amor, 

Bia

SOBRE BIA

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Bia Ramos | divulgação

Bianca Ramos, ou apenas Bia Ramos, tem como propósito resgatar a essência do ser humano, para um mundo mais feliz. Realiza mentorias individuais e em grupo, workshops e palestras com foco em desenvolver a felicidade, tendo como base a Psicologia Positiva, a Neurociência, o método nacional de Felicidade Interna Bruta, do instituto Feliciência e a metodologia internacional CliftonStrengths do Instituto Gallup. 

Agora, ela estará no Aratu On, todas as sextas-feiras, para falar e refletir sobre felicidade.

Saiba mais sobre o trabalho e o propósito dela no Instagram (@biaramos.f).

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