Você sabia que uma miss universo mora em Salvador? A beldade tem nome: Phoenix, uma gatinha que recentemente ganhou um título na FIFé World Cat Show, uma competição mundial realizada este ano na Finlândia. Os papais, o administrador Fábio Lôbo e o médico Rodrigo Araújo, são tão apaixonados por bichanos como ela que possuem um gatil, chamado Aruak.  Lá são criadas raças como Persas e Exóticos, Ragdolls, American Curls, Siameses e Orientais.

A gatinha Phoenix é muito bem tratada pelos papais. Foto: Aratu Online

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“Eu estava pesquisando sobre animais para ter em apartamento. Ainda morava na casa dos meus pais, e queria um animal para companhia. Na época, há mais de 15 anos, não tinha muita literatura nacional falando sobre gatos, mas eu li muito fora do Brasil que o gato era um animal perfeito para apartamento. Meus primeiros gatos foram um casal de persas, e aí veio minha paixão por eles”, explica o administrador durante entrevista ao Aratu Online.

Foi aí também que nasceu a ideia para o gatil. Com a reprodução do casal de persas, Fábio decidiu procurar um clube para os animais, na capital baiana, e encontrou o Gato Grupo, filiado à FIFé. “É um hobby. A criação para mim e para o Rodrigo sempre foi um hobby. Então, a gente só faz a reprodução por conta dessa vontade de estar em exposição”, revela o tutor de Phoenix, que é chamada tanto por ele quanto por Rodrigo de “Filha”.

NÚMERO UM

Na exposição da FIFé, a disputa é dividida por quatro categorias, como animais castrados e não castrados, orientais, de pelo curto, longo e semi longo, e de acordo com as raças e classes. Os felinos de Fábio e Rodrigo participavam da competição há quatro anos, mas é a primeira vez que um dos gatos ganha o mundial.

“Nós sempre fomos para as finais, mas nunca tínhamos ganhado”, lembra. A “miss universo” é uma gata siamesa de pelagem clara. Muito dócil, a felina chamou a atenção dos juízes por seu “perfil de banana”, como explica Fábio. “É uma linha que segue do nariz até atrás da cabeça, o dorso e o rabo, onde ele tem um formato de ‘banana’ na face. Isso é o que mais impressiona nela, além dos olhos bem azuis, chamativos, e a olheira baixa”, comemora, orgulhoso.

A gata ganhou 12 dos 14 concursos em que participou. Foto: Aratu Online

A gata, inclusive, é a maior campeã do gatil. Ganhou 12 dos 14 concursos dos quais participou, e provavelmente, será a vencedora do campeonato brasileiro, já que, de acordo com Fábio, acumula a maior pontuação entre todas as felinas. “A próxima exposição será em São Paulo, então mesmo ela perdendo, eu acredito que ela seja a maior campeã, contando os títulos que ela já tem. Esse é o maior prêmio que a gente almeja, significa que essa gata participou de várias exposições no Brasil, e que ganhou a maioria delas”.

A entrega de títulos acontece no início do próximo ano, com os maiores gatinhos campeões do país.

COMPETIDORES

No Gatil Aruak, além de Phoenix, há diversos gatos que são criados para participarem de competições. A rotina envolve cuidados básicos, como manter o pelo impecável e a alimentação saudável. Fábio adianta que costuma usar óleos e produtos importados, e também rações de boa qualidade.

“O trabalho, na verdade, é uma manutenção normal, o trabalho diário do animal; pentear, ter o cuidado de cortar as unhas, limpar as orelhas e brincar com eles”. Para o administrador, é essencial ter bastante contato e convivência com os animais, para que eles fiquem dóceis e interativos.

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A vontade de participar das competições surgiu com a descoberta de clubes de criadores em Salvador. A primeira experiência aconteceu no Gato Grupo, com o casal de gatos persas. No caso dessa raça, Fábio confessa que é mais complicado entrar na disputa. “Demanda banhos semanais, mais cuidado com o pelo, limpeza nos olhos, passando produtos para não escurecer em volta. Então, demanda mais trabalho”, ressalta.

Galeria do gatil possui diversos prêmios. Foto: Aratu Online

Após dar o primeiro passo com competições nacionais, foi a vez de tentar ganhar algo na disputa mundial com o FIFé, que acontece a cada ano em uma nação diferente. Em 2018, na Finlândia, participaram 1563 bichanos de 30 países. “É bem grande, totalmente diferente das competições no Brasil. É uma coisa extremamente ‘mega’. Você tem o mundo inteiro, com os melhores gatos ali”.

Nesses concursos, todo o investimento é feito pelos próprios competidores. “É uma coisa gratificante pra gente, e acaba sendo um passeio, e um momento de interagir com outras pessoas, de outros países, que também criam. Então, é um momento de troca de experiências”, declara o tutor dos bichanos.

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