Primeira Superlua de 2026 fica visível neste sábado
Embora seja conhecida popularmente como Superlua, a Lua Cheia visível neste sábado (3) é a chama 'Lua Cheia de Perigeu'
Por Bruna Castelo Branco.
Fonte: Alana Gandra - Agência Brasil
Embora seja conhecida popularmente como Superlua, a Lua Cheia visível neste sábado (3) recebe, tecnicamente, o nome de Lua Cheia de Perigeu. A denominação é utilizada por astrônomos porque o satélite natural estará em um ponto mais próximo da Terra em sua órbita. O termo perigeu resulta da junção de peri (próximo) e geo (Terra). A última Superlua de 2025 aconteceu no dia 15 de novembro.
Nessa condição, a Lua Cheia pode parecer cerca de 6% maior e até 13% mais brilhante do que uma Lua Cheia média. No entanto, o fenômeno não envolve alteração real no tamanho do astro, mas apenas a redução da distância em relação ao planeta.

“A lua não muda de tamanho; ela se aproxima mais da Terra somente”, explicou, à Agência Brasil, o astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
A Lua Cheia de janeiro ocorrerá às 7h03 (horário de Brasília). O diâmetro aparente será de 32,92 minutos de arco, considerado relativamente grande quando comparado aos 29,42 minutos de arco da Microlua prevista para 31 de maio.
De acordo com dados astronômicos, a chamada Superlua de janeiro de 2026 esteve a 362.312 quilômetros da Terra no primeiro dia do ano. Já a menor Lua Cheia de 2026, classificada como Microlua, ocorrerá em 31 de maio, quando o satélite estará a 406.135 quilômetros de distância.
“Todo mês, ela passa pelo Perigeu, que é o ponto mais próximo de um corpo celeste em sua órbita ao redor da Terra e também todo mês ela passa pelo ponto mais longe, que é o Apogeu. Aí, quando coincide ser Lua Cheia, quando ela está perto do Perigeu, isso é chamado de Lua Cheia de Perigeu ou Superlua, porque ela fica um pouquinho maior”, disse Langhi.
O astrônomo ressaltou, porém, que a diferença de tamanho dificilmente é perceptível a olho nu. “É muito difícil. Para uma pessoa que não está muito acostumada a ficar olhando para a Lua todo dia, que não é uma pessoa que se importa muito com isso, ela não vai nem perceber diferença. Já alguém que olha sempre para a Lua Cheia e presta atenção, como os astrônomos, aí sim. Mas mesmo para a gente não é tão evidente, sabe?”.

Para ilustrar o fenômeno, Langhi comparou a situação à percepção de um objeto em diferentes distâncias. “Imagina que você está segurando uma bola na sua frente com as duas mãos. Aí você aproxima e afasta a bola dos seus olhos e vai perceber que, aparentemente, a bola vai ficando cada vez menor, quanto mais longe ela é posicionada. Tanto que se alguém segurar essa mesma bola a uns dez metros de distância, vai parecer para você que ela está longe, que a bola ficou bem pequenininha. A mesma coisa acontece no caso da Lua. Quando ela está mais próxima da Terra, ela fica um pouquinho maior, porque essa diferença não é tão grande”, explicou.
Por esse motivo, o astrônomo avalia que o termo Superlua pode gerar interpretações equivocadas. “As pessoas acham que ela vai ficar gigante, enorme, mas é um erro”, concluiu.
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