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Evangélicos têm tendência pró-Bolsonaro e relativizam mais coronavírus, aponta pesquisa Datafolha

Evangélicos têm tendência pró-Bolsonaro e relativizam mais coronavírus, aponta pesquisa Datafolha

Por Da redação.

Evangélicos têm tendência pró-Bolsonaro e relativizam mais coronavírus, aponta pesquisa Datafolhailustrativa/Pexels

Em uma pesquisa divulgada recentemente, pelo Instituto Datafolha, os evangélicos aparecem com maior tendência a ser a favor do governo liderado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Esse mesmo grupo é o que mais relativiza a pandemia do novo coronavírus. 

O levantamento foi feito entre os dias 1º e 3 de abril, ouviu 1.511 pessoas por telefone, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. De acordo com o Datafolha, o índice de ótimo ou bom atribuído à condução da crise pelo presidente passa de 33%, na população em geral, para 41% considerando apenas os evangélicos.

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A mostra da pesquisa Datafolha considera que os evangélicos formam 31% da população com 16 anos ou mais, incluindo os do ramo pentecostal, que somam 15%. Os católicos são 51%. O presidente se declara católico, mas sua mulher, Michelle, é evangélica. A proximidade com líderes religiosos vem desde a época da campanha eleitoral.

Bolsonaro, em seu governo, costuma fazer gestos ao segmento evangélico, como comparecer a eventos, e já falou em nomear para o Supremo Tribunal Federal (STF) um ministro "terrivelmente evangélico". A indicação de um novo integrante do STF poderá ocorrer a partir de novembro deste ano, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello.

Além disso, enquanto na população em geral 37% consideram que as pessoas devem sair para trabalhar, em vez de permanecer em isolamento, entre evangélicos esse número sobe para 44%.

A percepção entre evangélicos sugere um pouco mais de otimismo também sobre os efeitos do coronavírus na economia. Enquanto na população em geral 36% dizem que a Covid-19 vai prejudicar a economia por pouco tempo, entre o grupo religioso, o número vai a 41%.

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