Afastamento de Salles do Ministério do Meio Ambiente deve ser julgado "imediatamente", ordena TRF
Afastamento de Salles do Ministério do Meio Ambiente deve ser julgado "imediatamente", ordena TRF
Por Da redação.
O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região ordenou que o pedido de afastamento de Ricardo Salles do Ministério do Meio Ambiente, feito pelo Ministério Público Federal (MPF) - em julho - seja julgado "imediatamente". O documento afirma que o ministro está promovendo uma "desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente".
A decisão foi tomada pelo desembargador federal Ney Bello, relator do processo contra Salles no TRF1. Porém, mesmo que ele tenha usado a expressão "imediatamente" no processo, não há um prazo legal para que o juiz Márcio de França Moreira, substituto da 8ª Vara Federal do Distrito Federa, decida isso.
Segundo o UOL, Moreira ja havia tentado remeter a ação para a Justiça Federal de Santa Catarina, sob a alegação de que um processo semelhante ocorria lá, mas o TRF1 cassou essa ordem. A ação foi pedida por um grupo de 12 procuradores da República, listando o que consideram "improbidade administrativa".
O pedido cita as demissões de servidores do Ibama responsáveis por ações de fiscalização ambiental contra o garimpo ilegal; a interferência política no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão responsável pelo monitoramento por satélite de queimadas; e a paralisação do Fundo Amazônia, que recebia doações bilionárias de países europeus como Alemanha e Noruega para ações de combate ao desmatamento.
Os procuradores ainda citaram a fala de Ricardo Salles na reunião ministerial de 22 de abril, quando defendeu que ele e os colegas aproveitassem que a imprensa estava dedicada à cobertura da pandemia para "passar a boiada" em regras ambientais e administrativas, alterando portarias e outras normas "de baciada".
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