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02/07/2019 15h57 | Atualizado em 02/07/2019 15h57

Raio-x da Alba: deputados comentam orçamento da Casa e declaração do governador

Raio-x da Alba: deputados comentam orçamento da Casa e declaração do governador

Raio-x da Alba: deputados comentam orçamento da Casa e declaração do governador Foto: Carlos Augusto
Cris Almeida
Durante o tradicional desfile de 2 de Julho, nesta terça-feira, deputados baianos e demais autoridades comentaram o orçamento da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) de R$ 623 milhões para 2019 e a declaração do governador Rui Costa (PT) de que a Casa “recebe mais recursos do que precisa para funcionar”. 
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Em conversa com o Aratu On, o deputado Rosemberg Pinto (PT) negou a declaração do chefe do Executivo estadual e colega de legenda. “Não tem mais do que precisa para funcionar, não podemos fazer uma análise sem o histórico dela. Lógico que, se estivéssemos feito o dever de casa há alguns anos, poderíamos chegar hoje numa situação de maior conforto do ponto de vista orçamentário. A Assembleia hoje consome um valor significativo na sua estrutura, de custos fixos e também de diversos acordos que foram feitos durante muitos anos. Tem como reduzir? Tem, mas isso não pode ser algo que alguém que chegue lá faça isso de uma vez por todas”, disse o parlamentar que ocupa a cadeira desde 2011. 
O novato Capitão Alden (PSL) acredita que “os recursos poderiam pelo menos ser melhor aplicados”. “Precisa de uma investigação da maneira como devem ser utilizados, podemos melhor equalizar os recursos e destinar da forma certa para quem precisa”. 
Quem também comentou o superfaturamento da “Casa do Povo” foi a deputada federal Lídice da Mata (PSB). De acordo com ela, a Alba “não pode ser vista apenas como uma soma ou subtração”. “A democracia tem um preço para ser organizada, se há excessos acho que o presidente da Casa, junto com o governador, devem ajustar o orçamento, para que ele se adeque às possibilidades do Estado. Agora, certamente ela tem mesmo que ter gastos com os parlamentares e com a infraestrutura de funcionários públicos”. 
O deputado licenciado, Leo Prates (DEM) lamentou a declaração de Rui Costa. “Vejo com tristeza as palavras do governador, porque eu também acho que a governadoria gasta mais dinheiro do que precisa para funcionar, inclusive com viagens e várias outras coisas. A Assembleia Legislativa utiliza aquilo que é necessário, esse desgaste todo é porque o Governo do Estado gosta de ver a Alba de joelhos. Ele bota o orçamento a menor e aí fica todo ano o presidente da Assembleia tendo que mendigar o que lhe é de direito, porque há um teto constitucional para as transferências do Governo do Estado e o que o governador está fazendo com a Assembleia não é legítimo e desmerece o parlamento”. 

LEVARAM FALTA
Apesar da data magna da Bahia, alguns deputados levaram falta na comemoração. Em recesso desde a última segunda-feira (1/7), a Assembleia Legislativa tem funcionado em regime de “turnão”, ou seja, das 13 às 19h, exceto às sextas-feiras, quando o expediente será no turno matutino, sendo encerrado às 13h. Alguns deputados têm aproveitado o período, que vai até o dia 30 de julho, para viajar. 
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Fonte: Cris Almeida